14 de fevereiro de 2011

BIOGRAFIA DE AUTORES - LEITURA E PESQUISA

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
Clarice Lispector
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"O vírus do amor ao livro é incurável, e eu procuro inocular esse vírus no maior número possível de pessoas."
JOSÉ MINDLIN - Bibliófilo e escritor brasileiro
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"Todo leitor é um criador em potencial."
FLÁVIO CARNEIRO - Escritor e crítico literário
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"Escrevo há muito tempo. Costumo dizer que, se ainda não aprendi,não foi por falta de prática."
MOACYR SCLIAR
Escritor e médico
No seu livro O texto, ou: A vida.
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"Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos." NELSON RODRIGUES
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"Um ilustrador nunca está sozinho: seu talento se desenvolve às custas dos esforços de incontáveis artistas do passado, pessoas que queimaram as pestanas diante do papel ou da tela em branco, na tarefa de redesenhar o mundo, as coisas e os homens." SPACCA
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"O cinema e a televisão criam imagens, a literatura cria imaginação."
JORGE FURTADO
Diretor de cinema e sócio da
Casa de Cinema de Porto Alegre
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BIOGRAFIAS - PLANEJAMENTO - 6º Ano - Profª Fátima, Marília e Vanessa - BIBLIOTECA E INFORMÁTICA - LEITURA E PESQUISA
http://www.anamariamachado.com/livros

Caderno de Notas
.Tudo ao mesmo tempo agora
Perguntas e respostas


http://educacao.uol.com.br/biografias/

http://biografias.multiply.com/
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Conheça a biografia de Rachel de Queiroz, professora, jornalista, romancista, cronista e teatróloga, primeira mulher a integrar a academia brasileira de letras....Leia mais...

Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza, Ceará, no dia 17 de novembro de 1910. Era filha de Daniel de Queiroz e de Clotilde Franklin de Queiroz.

Foi Professora, jornalista, romancista, cronista e teatróloga brasileira.

Na Academia Brasileira de Letras, foi a primeira mulher a ser eleita. Assumiu a cadeira de número 5, na sucessão de Cândido Mota Filho.

Foi para o Rio de Janeiro em 1915, juntamente com sua família, para fugir dos horrores da seca. Pouco tempo depois, viajaram para Belém do Pará, onde residiram por dois anos voltando a Fortaleza, face a nomeação de seu pai para o cargo de promotor. Após um ano no cargo, ele pediu demissão e vai lecionar Geografia no Liceu.

Rachel foi matriculada no curso normal, como interna do colégio Imaculada Conceição, formando-se professora em1925, aos 15 anos de idade.

Com o pseudônimo de Rita de Queluz, estreou no jornalismo publicando trabalhos no jornal O Ceará, a qual se tornou redatora efetiva. Seu primeiro trabalho literário foi com o romance “O Quinze”.

Submetida a rígido tratamento de saúde, em 1930, face a uma congestão pulmonar e suspeita de tuberculose, a autora se viu obrigada a fazer repouso e resolveu escrever um livro sobre a seca, que falava sobre os dramas dos flagelados da mesma, vítimas da extrema pobreza e sem ter quem os orientasse sobre o cultivo da terra. O romance lhe trouxe a consagração com o prêmio da Fundação Graça Aranha.

Em 1932 casou-se com o poeta José Auto da Cruz Oliveira. No ano seguinte, nasceu em Fortaleza sua filha Clotilde.
Era integrante do partido comunista o que lhe rendeu ser fichada como agitadora pela policia de Pernambuco.

Após ter seu livro desaprovado pelo PC (Partido Comunista) porque nele um operário mata outro, Rachel abandona o partido.
Em 1939, separou-se de seu marido, e em 1940 passou a viver com o médico Oyama de Macedo.

Durante sua vida publicou varias obras e foi considerada uma das maiores escritoras Brasileiras. Recebeu em 1957, da Academia Brasileira de Letras, o prêmio Machado de Assis.

Convidada pelo então presidente do Brasil, Jânio Quadros, para assumir o cargo de ministra da educação, recusou dizendo; Sou apenas jornalista e gostaria de continuar sendo apenas jornalista.

Seu último grande sucesso literário foi Memorial de Maria Moura em 1992, que se tornou minissérie de televisão.

Morreu vítima de um infarto do miocárdio enquanto dormia, em sua casa no bairro do Leblon, na zona Sul do Rio de Janeiro, 13 dias antes de completar 93 anos. Seu corpo foi velado no prédio da Academia Brasileira de Letras, no Rio, e enterrado no mausoléu de sua família no cemitério São João Batista, em Botafogo.

Veja também:

■Biografia de escritores literários
■Cultura Nordestina
■Cultura Regional
■Livros de Literatura

Fonte de pesquisa:
■Brasil Escola
■Wikipédia, a enciclopédia livre

http://releituras.com/biografias.asp

http://releituras.com/quadrinhoquadrado.asp


http://releituras.com/ratodesebo.asp
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CLIQUE PARA CONHECER O NOME DO AUTOR E PARA LER SEUS TEXTOS NO RELEITURAS.
href="http://releituras.com/portacurtas.asp">http://releituras.com/portacurtas.asp

http://releituras.com/clispector_bio.asp
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Dica de leitura: Literatura na escola
- Livro A Metamorfose. Franz Kafka, Tradução de Modesto Carone. 104 págs., Companhia das Letras, tel. (11) 3707-3500, 25 reais.
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http://www.marcosassumpcao.com.br/
Estive no Viena Park Hotel dia 11/03 e conheci
A carreira de Marcos, começou a se desenhar em 1995, quando conheceu o crítico e pesquisador musical Ricardo Cravo Albim; logo se tornaram amigos e Ricardo convidou Marcos para participar de seu programa na Rádio MEC, no Rio de Janeiro. A partir daí, incentivado pelo próprio Cravo Albim, teve seu primeiro trabalho montado e produzido – o show “Clave de Luz“.

Em julho de 1997, conheceu o compositor niteroiense Sérgio Castro, que o apresentou ao também compositor e poeta Sergio Natureza, que por sua vez o convidou a participar do show “Balaio do Sampaio“, em homenagem ao cantor e compositor Sergio Sampaio, no Teatro Rival - RJ, ao lado de nomes como Luiz Melodia, Lenine, Zé Renato, Jards Macalé, Renato Piau, Zeca Baleiro, Paulinho Moska, entre outros, com produção do próprio Sérgio Natureza. Começava aí a amizade entre Assumpção e Natureza, e o poeta começou então a produzir o primeiro CD de Marcos.


Durante o ano de 1998, Marcos continuou fazendo shows alternando com as gravações do CD, época em que conheceu muita gente famosa como Jaime Alem (arranjador do CD ), Flávio Venturini , Dalto.


Assumpção teve então seu talento reconhecido e foi aclamado pela crítica como “A Nova Revelação da MPB”, ao participar ao lado de Raimundo Fagner do projeto “Novo Canto”, da Rádio JBFM do Rio de Janeiro, em novembro de 1998. O show foi Record de bilheteria. Convidados, repetiram o show em São Paulo, no SESC Ipiranga. Novamente, recorde de bilheteria em março de 1999 onde Marcos lançou seu primeiro CD. A amizade entre os dois dura até hoje. Durante todo o ano de 1999, Marcos Assumpção fez shows promovendo seu CD em vários locais do Rio e Niterói.


Em julho de 2000 montou o show “Cantar”, dirigido por Niúra Belavinha, com direção musical da amiga, cantora e compositora Lucina, no Teatro Municipal de Niterói – RJ, com lotação esgotada, com direito a Zélia Duncan na platéia. Com cenário e iluminação também por conta de Niúra, o show foi sucesso absoluto na época. Marcos continuou fazendo shows durante o restante do ano de 2000 e todo o ano de 2001.


No primeiro semestre de 2002, lançou o seu segundo CD intitulado “Velho Novo Amor”. Novamente o show de lançamento foi no Teatro Municipal de Niterói e, mais uma vez, lotação esgotada. Apresentou-se em vários programas de rádio e TV do Rio de Janeiro, divulgando seu novo trabalho e fez vários shows no Rio de Janeiro. Participou do projeto “Festa Show - Encontros Musiculturais” no Rio de Janeiro, programa “Palco Popular” na Rádio Bandeirantes AM - RJ, programa “Show do Rio”, na Rádio SAARA- RJ, programa “Som do Rio” na Rádio Centro-FM, “Programa Vip” na TV Bandeirantes - RJ, programa “Show do Mario Rodrigues” na CNT, programa “Atitude.com” na TVE, canal 36 da NET- Niterói, programa “Palco Popular” na TVC- canal 14 da NET- RIO, promovendo seu segundo CD.´


Em 2004, Assumpção lançou seu terceiro CD “BEM NATURAL” com distribuição SONY MUSIC e teve a música “Abre Coração” executada em todo País, inclusive em 8 (oito) praças de Crowley: RJ, SP, Campinas, Porto Alegre, Brasília, BH, Curitiba, Recife, e por conta disso, fez shows por todo o Brasil.


A segunda música de trabalho “Deleta” chegou também nas Crowleys do País e no fundo musical do Programa do Faustão. Finalmente a terceira música trabalhada “Talismã Sem Par”, música inédita de Jorge Vercilo também foi executada pelo Brasil, sendo muito pedida nas rádios de Recife- PE.


Em 2006, Marcos Assumpção gravou seu 4º CD, totalmente MPB e 90% autoral, onde contou com a participação de nomes renomados da MPB. Esse CD, produzido pelo contra-baixista André Neiva, conta com as participações do arranjador e pianista Paulo Calazans, dos bateristas Cláudio Infante , Carlos Bala e Williams Mello, dos violonistas Vitor Biglione, João Castilho e Rogério Meandra, do tecladista Glauton Campelo, do violoncelista Lui Coimbra, das percussões de Marco Lobo, o trompete de Jessé Sadoc, o trombone de Aldivas Ayres, sax e arranjo de metais de Zé Canuto, a cítara de André Gomes, o acordeon de Júlio Teixeira, os arranjos de cordas do maestro Tutuca Borba. André Neiva assina os arranjos de 9 faixas e Paulo Calazans de uma. A concepção e a co-produção é de Marcos Assumpção.


A faixa “Livre pra Você” foi lançada pela radio Nova Brasil FM de São Paulo em todo o Brasil, o que acarretou numa série de shows em várias cidades brasileiras, como São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Recife e Salvador.A segunda faixa de trabalho, “Casa vazia” também alcançou grande nível de aceitação nas rádios, assim como “Castiçais”. Outras faixas como “A trilha”, “Caravelas”, “Meu quintal” e “Romã” também alcançaram boa execução nas rádios.


Em 2007, Marcos continuou fazendo shows do cd Quintais e suas músicas cada vez mais executadas nas rádios do País.


Ainda em 2007 estreou como apresentador de programa de tv no quadro CIRCUITO MUSICAL , dentro do programa Circuito Aberto. Nele, Marcos entrevista , toca e canta com outros artistas , músicos, instrumentistas, poetas, produtores, num programa totalmente voltado para a musica. O programa é exibido diariamente em 3 horários pelo canal Cine Brasil TV, que vai ao ar pela NET e TVA em todo o Brasil .


Em 2008, os shows continuaram e Marcos teve algumas musicas inéditas lançadas pelas radios. Também fez a trilha sonora de um programa da TV Aparecida, em São Paulo, com transmissão para todo Brasil. Iniciou a produção de um cd com poemas da poetisa portuguesa Florbela Espanca, musicados por ele, e de um cd de inéditas.


Agora no início de 2009, lança o cd A FLOR DE FLORBELA, e a primeira música de trabalho, SE TU VIESSES VER-ME já figura nas principais rádios do País. Foram utilizados nos arranjos, instrumentos eruditos, barrocos e renascentistas como viola da gamba, oboé, fagote, harpa, baixo acústico, violinos, violas, violoncelos, clarinete, clarone, flautas, gaita, além dos violões de aço, nylon, 12 cordas, dobro, slide, banjo, bandolim, baixo elétrico, órgão hammond, bateria, vassourinha, congas, bumbo, triângulo, etc. Os arranjos, a produção e direção musical são de Marcos Assumpção e Francisco Falcon. Todas as musicas são de Marcos Assumpção sobre poemas de Florbela Espanca.

Texto feito pela mãe dele para o cd A Flor de Florbela

AO CANTADOR DE FLORBELA
( Iza Assumpção)

“ Vai cantador de Florbela, por esse mundo afora, navegando em
Caravelas, buscando Horas Rubras e Quimeras ; mostra ao mundo
a lírica tristeza, e a irreal beleza de uma poesia delirante e forte...
Com notas musicais, bordões e primas, transforma em acordes as
densas rimas, mesclando um pouco de alegria ao muito de melancolia
com que a tua musa em cascatas de amor se diluía.
Faz dos versos de outrora magoados e tristonhos, o renascer da alma em
áureos sonhos. Deixa Sóror Saudade para sempre adormecida e acorda
a Maria das Quimeras com esperança e vida!
Florbela, bela flor de Portugal!
Do Castelo de Luz onde te encontras, lança a asa da tua alma sobre aquele
que se fez o teu cantor. E ensina o caminho para ele seguir em frente,
mostrando ao mundo que tudo ainda é nada quando se tem um sofrido,
grande, imenso e infinito amor.”

Vídeos dele:







POEMAS DE MARCOS
PENSEM COMIGO
( Marcos Assumpção)

QUANTO VALE O SORRISO DE UM FILHO?
QUANTO CUSTA PRA SE TER ALEGRIA?
QUANTO VOCE PAGARIA PRA FAZER AQUILO QUE MAIS QUERIA?
O QUE VOCE DARIA EM TROCA PRA SE SENTIR MAIS LEVE?
QUANTAS PAIXÕES VOCE TROCARIA PELO SEU VERDADEIRO AMOR?
QUAL O PREÇO DE ANDAR DESPREOCUPADO E ASSOVIANDO PELA RUA?
QUANTAS MOEDAS VOCE TROCARIA PRA DORMIR EM PAZ?
QUANTAS HERANÇAS SE PODE COMPRAR A DIGNIDADE?
QUANTOS PENHORES VOCE FARIA PRA GRITAR “EU SOU FELIZ!!!” ?
QUAL O PREÇO DE ACORDAR AO LADO DE QUEM A GENTE AMA?
NADA DISSO TEM PREÇO, PORQUE NADA DISSO SE COMPRA,
TUDO ISSO SE CONQUISTA, OU SE TENTA CONQUISTAR.
NÃO FAÇA DA SUA VIDA UM DESPERDÍCIO, NÃO PASSE POR ELA
SEM DEIXAR O QUE FALAR, SEJA LÁ O QUE FOR. ELA É UMA SÓ.
PELO MENOS ESSA.......

SHOWS

Dia 11/03-Blumenau/SC
Dia 12/03-São José/SC
Dia 23/03-Rio de Janeiro/RJ


PROGRAMAS DE TV

Dia 04/03 -TV São Judas - canal 11 NET - canal 71 TVA
Dia 24/03 -TV Aberta - canal 9 NET- canal 72/99TVA

DETALHES EM AGENDA



FLORBELA SPANCA
Informativo
[22/01/2009]
›› FLORBELA ESPANCA


Florbela Lobo veio ao mundo em Vila Viçosa (Portugal), na madrugada de 7 para 8 de dezembro de 1894. Era filha ilegítima de Antonia da Conceição Lobo e João Maria Espanca, assim como seu irmão, Apeles Espanca, nascido em 10 de Março de 1897. João Maria era casado com Mariana do Carmo Ingleza (madrinha de batismo de Florbela), mas neste matrimônio não houve filhos.



A infância de Florbela foi próspera e amparada pelo pai. Em outubro de 1899, começa a freqüentar o ensino pré-primário, passando a assinar Flor d'Alma da Conceição Espanca. O poema A Vida e a Morte, data de 11 de novembro de 1903. Ao que tudo indica, essa é sua primeira manifestação literária, que já anunciava a predileção dos temas que abordaria com mais profundidade no decorrer de sua vida.



Em junho de 1906, Florbela conclui a instrução primária, e em 1907 dá sinais de sua doença: neurastenia. Após a morte de Antonia da Conceição em 1908, toda a família muda-se para Évora, e João Maria estabelece-se com Mariana. A partir daí, Florbela e Apeles são criados pela madrasta, e prosseguem os estudos no Liceu André Gouveia.



Em 1911, Florbela inicia o namoro com Alberto de Jesus Silva Murtinho, seu colega de classe desde o primário. No ano seguinte, conclui o estudo secundário e apaixona-se por José Marques, desfazendo o namoro com Alberto, que viria a ser reatado tempos depois. Finalmente emancipada aos 19 anos, casa-se no Registro Civil de Vila Viçosa com Alberto Murtinho.



Apesar das restrições econômicas, o casal muda-se para Redondo na Serra D’ossa, em 1914. Florbela e o marido abrem um colégio. Foi numa festa onde seus primeiros versos foram lidos em público. No ano seguinte inicia o projeto Trocando Olhares, que seria concluído ao longo de um ano e meio, com trinta peças de sua vasta produção poética.



O soneto Crisântemo é publicado em 1916 na revista "Modas e Bordados". Florbela torna-se amiga pessoal da diretora, da qual passa a trocar correspondência. Alguns meses depois, passa a colaborar no "Notícias de Évora" e "O Século", desistindo do projeto Alma de Portugal.



Apesar de seus estudos e suas intenções estarem voltadas para as letras, Florbela matricula-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Financiada por seu pai, passa a residir nesta cidade em outubro de 1917. Em 1919, Florbela sofre um aborto involuntário e muda-se para Quelfes.



No dia 30 de abril do mesmo ano, separa-se de Alberto Murtinho e passa a sofrer a rejeição da sociedade de sua época. Posteriormente, retorna para Lisboa a fim de prosseguir o curso. Em junho, lança o Livro de Mágoas com a dedicatória: "Ao meu pai. Meu melhor amigo", e "À querida alma irmã da minha. Ao meu irmão". Em 1920, Florbela abandona a faculdade e inicia a obra Claustro das Quimeras, passando a viver em Matosinhos com o republicano Antônio José Marques Guimarães, casando-se em 1921.



De volta a Lisboa em 1923, publica o Livro de Sóror Saudade, e muda-se para Gonça, recuperando-se de um novo aborto. O casamento desgasta-se e Antonio Guimarães pede o divórcio, oficializado apenas em 1924. Por este fato a família de Florbela a ignora por dois anos, fato que a abalou muito.

Em 1925 Florbela muda-se para Esmoriz, e passa a viver na casa do médico Mario Pereira Lage, casando-se com ele no civil e na Igreja. Dois anos mais tarde, enquanto traduzia romances franceses e iniciava o conto O Dominó Preto, é avisada da morte de seu irmão, em 6 de junho de 1927. Apeles que tinha se tornado aviador, desesperou-se com a morte de sua namorada, e lançou-se de avião no rio Tejo. Este fato abalou profundamente a escritora, e a inspirou a escrever As Máscaras do Destino.



Enquanto seu casamento se desgasta, sua saúde torna-se cada dia mais frágil. Florbela tenta suicídio, e apaixona-se pelo pianista Luis Maria Cabral, a quem dedica Chopin e Tarde de Música.



Em 1929, sua participação no filme Dança dos Paroxismos é recusada pelo diretor Jorge Brum do Canto. Florbela retorna para Évora, onde em 1930 começa a escrever o Diário do Último Ano que seria concluído apenas em 2 de dezembro. Passa a colaborar nas revistas "Portugal Feminino" e "Civilização". De volta a Matosinhos, tenta suicídio mais uma vez.



Nos meses de outubro e novembro do mesmo ano, a neurose torna-se insuportável e é diagnosticado um edema pulmonar. Finalmente, na madrugada de 7 para 8 de dezembro de 1930, suicida-se ingerindo uma dose excessiva de Venoral. Porém, a causa oficial de sua morte foi o edema.



Florbela é a poetisa dos exageros emotivos e confessionais. Frases como "Eu quero amar, amar perdidamente!" são comuns em suas obras. Autora que manifesta uma expressão marcante dos próprios sentimentos, e um lirismo intimamente ligado à sua terra.



Florbela expõe em suas obras uma aparência parnasiana mais próxima dos escritores neo-românticos; além da liberdade e o erotismo conjugado com a própria vida. Autora de imagens fortes e verdades físicas chocantes com os valores de sua época, Florbela obteve reconhecimento póstumo. As publicações de suas obras só ganharam repercussão após o suicídio. Atualmente, é considerada uma das maiores poetisas de língua portuguesa em todos os tempos.









Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Florbela Espanca

Os versos que te fiz (13/2/95)

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

Florbela Espanca

Charneca em flor (13/2/95)

Enche o meu peito, num encanto mago,
O frémito das coisas dolorosas...
Sob as urzes queimadas nascem rosas...
Nos meus olhos as lágrimas apago...

Anseio! Asas abertas! O que trago
Em mim? Eu oiço bocas silenciosas
Murmurar-me as palavras misteriosas
Que perturbam meu ser como um afago!

E, nesta febre ansiosa que me invade,
Dispo a minha mortalha, o meu bruel,
E já não sou, Amor, Soror Saudade...

Olhos a arder em êxtases de amor,
Boca a saber a sol, a fruto, a mel:
Sou a charneca rude a abrir em flor!

Florbela Espanca

Se tu viesses ver-me... (27/2/95)

Se tu viesses ver-me...

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...


Florbela Espanca

Amor que morre (13/3/95)

Amor que morre

O nosso amor morreu... Quem o diria!
Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta,
Ceguinha de te ver, sem ver a conta
Do tempo que passava, que fugia!

Bem estava a sentir que ele morria...
E outro clarão, ao longe, já desponta!
Um engano que morre... e logo aponta
A luz doutra miragem fugidia...

Eu bem sei, meu Amor, que pra viver
São precisos amores, pra morrer,
E são precisos sonhos para partir.

E bem sei, meu Amor, que era preciso
Fazer do amor que parte o claro riso
De outro amor impossível que há-de vir!


Florbela Espanca

Mais Alto (1/5/95)

Tortura (4/5/95)

Nostalgia(29/5/95)

Inconstância (7/8/95)

Tarde no mar (15/8/95)

Princesa Desalento (19/2/96)

Vaidade (25/3/96)

Tarde de mais... (6/5/96)

Teus olhos (8/7/96)

Sem remédio (29/7/96)

Lágrimas ocultas (26/8/96)

Tarde de mais... (2/9/96)

Minha culpa (16/9/96)

Saudades (10/11/97)

Árvores do Alentejo (16/3/98)

Exaltação (27/4/98)

Fumo (26/10/98)

Volúpia (8/3/99)

A vida (27/3/00)

A nossa casa (12/6/00)
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