PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO_ PASTOR FAULHABER

PREFEITURA MUNICIPAL DE BLUMENAU
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
ESCOLA BÁSICA MUNICIPAL “PASTOR FAULHABER”



PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO ESCOLAR: (Sendo revisado)
BLUMENAU – SANTA CATARINA
SUMÁRIO

1INTRODUÇÃO.............................................................
04
1.1 Histórico da Instituição........................................................06
1.2 Biografia do Patrono da E.B.M. “Pastor Faulhaber”........06
1.3 Filosofia da Escola........................................................... 09
2. JUSTIFICATIVA...................................................... 10
3. DIAGNÓSTICO................................................................. 11
4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA...................................... 13
4.1 A criança e o Adolescente.......................................... 14
4.2 A família, a escola e o meio............................ 16
4.3 Considerações sobre a aprendizagem no ensino fundamental.......... 18
4.4 Disciplina.................................................... 19
4.5 Avaliação.................................................. 21
4.5.1 Da Unidade Escolar................................................................. 23
4.5.2 Do Rendimento Escolar Do Educando.................................... 23
4.5.3 Da Recuperação....................................... 24
4.5.4 Da Promoção...................................................... 24
4.6 Normas Gerais Da Escola Básica Municipal ‘’Pastor Faulhaber’’....... 25
5. CARACTERIZAÇÃO DA COMUNIDADE ESCOLAR........................................ 29
5.1 Caracterização do Corpo Docente e Técnico Administrativo.............. 30
5.2 Serviços Gerais........................................... 33
5.3 Projetos desenvolvidos na unidade de ensino................................... 33
6. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS, ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA INSTITUIÇÃO.............................................................. 35
6.1 Estrutura de Funcionamento da Instalação......................................... 37
7. REGIMENTO...................................................................... 40
7.1 DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA............................................. 40
7.2 DOS SERVIDORES ADMINISTRATIVOS...................... 42
7.3 DOS SERVIÇOS GERAIS.................................. 45
7.4 DOS SERVENTES.............................................. 45
7.5 DOS SERVIÇOS TÉCNICO-PEDAGÓGICOS................ 46
7.6 DOS SERVIÇOS DA COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA.................... 47
7.7 DO MATERIAL DE ENSINO-APRENDIZAGEM............ 50
7.8 DO CORPO DISCENTE....................................... 50
7.9 DA ORGANIZAÇÃO DIDÁTICA.......................................................... 51
7.10 DOS CURRÍCULOS E PROGRAMAS................... 52
7.11 DO REGIMENTO ESCOLAR..................................... 52
7.12 DO CALENDÁRIO ESCOLAR.......................................................... 52
7.13 DA MATRÍCULA..................................... 53
7.14 DA TRANSFERÊNCIA....................................... 54
7.15 DA FREQÜÊNCIA............................................ 54
7.16 DA ORGANIZAÇÃO DISCIPLINAR.................................................. 55
7.17 DO CORPO DISCENTE.............................. 55
7.18 DOS DEVERES.............................. 56
7.19 DAS PENALIDADES................................................... 58
7.20 DOS ÓRGÃOS COLEGIADOS......................................................... 58
7.21 DA ASSOCIAÇÃO DE PAIS E PROFESSORES........................ 60
7.22 DO REGISTRO, ESCRITURAÇÃO E ARQUIVOS ESCOLARES.... 60
7.23 DOS ARQUIVOS ESCOLARES........................................................ 61
8. PROPOSTA PEDAGÓGICA........................................ 62
9. PROPOSTAS DE SOLUÇÕES.......................................................................... 65
10. METAS....................................11. OBJETIVOS...................................................................... 68
11.1 Objetivo geral.......................................... 68
11.2 Objetivos Específicos...................................... 68
12. METODOLOGIAS DE AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO................................................................... 69
13. CRONOGRAMA............................................... 70
14. CONCLUSÃO.................................................................................................. 72
Comissão responsável pela elaboração do Projeto Político Pedagógico.............. 73
Colaboradores............................................................... 73
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................... 74


1. INTRODUÇÃO

Uma escola com qualidade e eficácia é gerida com competência, agilidade, criatividade e entusiasmo, de uma forma que seja ao mesmo tempo participativa e colegiada.
Está determinado na Lei de Diretrizes e Bases, no artigo 12, que a escola terá a incumbência de elaborar e executar a sua proposta pedagógica e de informar aos pais e responsáveis sobre a sua execução. Essa exigência trouxe de volta à escola a necessidade de planejar.
Segundo Andrade (2004:81) pela primeira vez as escolas têm as suas obrigações previstas em texto pela lei federal, portanto, é a maior tarefa ou responsabilidade delegada às instituições de ensino: planejar o seu projeto.
É, portanto, um processo onde não cabem regras, nem receitas. A questão é mais do que um aspecto legal e o projeto em si, é uma real mudança na escola. Torna-se necessário que professores e equipe percebam e sintam a importância de ter uma escola capaz de intervir na realidade, e depois que o planejamento concebido e elaborado na forma correta represente uma mediação para essa mudança.
Deve haver uma sensibilização do educador para rever os seus fundamentos teóricos - metodológicos que sustentam sua pratica, dar outra configuração ao papel da escola. O educador tem que se transformar e se perceber como agente da mudança.
As discussões devem levar à delimitação do aluno que tem que se formar como um cidadão autônomo, crítico, ativo, responsável, mobilizado e compromissado com as questões sociais e do ambiente.
Atualmente, ainda há uma grande distância entre modelo de aluno e cidadão. Na sala de aula os alunos permanecem passivos, não-atuantes, desinteressados e mobilizados para obter notas.
Há necessidade de realizar um trabalho voltado para resgatar no educador, a vontade e o compromisso de repensar e incluir em sua vida, o ato de planejar.
É um trabalho que inclui o professor, cada membro da equipe da escola, seus dirigentes e a comunidade. Deve haver uma aproximação entre teoria e prática e principalmente entre as questões sociais e comunitárias. Não podemos fazer do aluno um cidadão, se não conhecermos intimamente a comunidade em que ele está inserido.
No Capítulo 2 , na justificativa, conceituaremos aprendizagem e discutiremos itens do que torna uma escola eficaz, que deve estar aberta às necessidades da comunidade, comprometida com a formação do professor e empenhada com o sucesso dos alunos.
Para conhecer melhor a realidade em que estamos inseridos, abordaremos o Histórico da Instituição, a Biografia do nosso patrono, Hermann Faulhaber e a filosofia da escola.
No Capítulo 3, no Diagnóstico, discorreremos sobre estratégias para a renovação da escola e os meios para fazê-lo, como aplicação de questionários, planejamento estratégico para o cumprimento de metas levantadas pelo diagnóstico e previsão orçamentária entre outras.
No Capítulo 4 faremos uma fundamentação teórica sobre ensino-aprendizagem, uma concepção sobre a criança e o adolescente; a família, a escola e o meio; considerações sobre a aprendizagem no Ensino Fundamental; disciplina; avaliação e normas gerais da escola.
No Capítulo 5 mostraremos um perfil da comunidade e da escola.
No Capítulo 6 mostraremos as características físicas, estrutura e funcionamento da instituição, além dos projetos realizados em nossa instituição, além de sua estrutura de funcionamento.
No Capítulo 7 falaremos sobre o regimento escolar.
No Capítulo 8 faremos uma exposição a respeito das propostas pedagógicas.
No Capítulo 9 colocaremos as propostas de soluções.
No Capítulo 10 discorreremos sobre as nossas metas.
No Capítulo 11 falaremos sobre os nossos objetivos.
No Capítulo 12 mostraremos nossas metodologias de avaliação.
No Capítulo 13 mostraremos nosso cronograma.
O Capítulo 14 foi reservado para a conclusão.
O Projeto Político-Pedagógico então vai nos trazer de volta a capacidade de sonhar, acreditar, desejar e ter esperança num futuro melhor.

1.1 Histórico da Instituição

A Escola Básica Municipal “Pastor Faulhaber”, situada à rua Pastor Oswaldo Hesse, nº 1090, cidade de Blumenau, foi criada pelo Decreto nº 530, de 15 de fevereiro de 1965.
A escola foi inaugurada no dia 04 de setembro de 1965.
Em data de 08 de abril de 1969, às 14:00 horas, foi oficialmente instalada a Escola Reunida Municipal “Pastor Faulhaber”, criada pelo Decreto nº 960, de 18 de março de 1969, que converte uma Escola Isolada em Escola Reunida, mantida pela Prefeitura Municipal de Educação – SEMED.
A Escola Reunida Municipal Pastor Faulhaber transformou-se em Escola Básica, pela Lei nº 6.624 em 6 de dezembro do ano de 2004, pelo Prefeito Décio Nery de Lima.
Na escola atendemos educandos de 1º ano a 7ª série.

1.2 Biografia do Patrono da E.B.M. “Pastor Faulhaber”

Faulhaber, Hermann (Pastor) nasceu a 28 de abril de 1863, na Província de Posen (Alemanha). Foi Pastor da Comunidade Evangélica de Blumenau durante 17 anos. Foi elemento realizador e patriota.
Fundou o jornal “Immigrant” (o segundo) que depois se transformou no “Der Urwaldsbote”. Vide dados biográficos em livros do centenário de Blumenau, página 281 e “1º centenário da Igreja Evangélica de Blumenau” (v – 981 – COM – PRI) onde há fotografias.
Conta-se que Faulhaber, doutorado em Teologia, segue para o Brasil (Blumenau) e só a bordo é que mandou pedir licença aos pais, pois acreditava que se o fizera antes, os pais não o deixariam embarcar.
Veio para Blumenau como Pastor em 01/12/1889. A Escola Nova, que acabara de ser fundada, despertou-lhe o principal interesse.
A 19 de janeiro de 1890, o Diretório da Escola Nova se reúne e resolve nomeá-lo Inspetor da mesma escola. Nessa ocasião, a Assembléia também autoriza a cessão das aulas duas vezes por semana, à noite para lições de português para adultos. Em breve sob a sua administração a escola floresceu. Ensinava ali além do alemão, também o português, língua que ele logo dominara. Isso ele o provou durante um ofício divino pela alma dos que pereceram no desastre do “Aquidaban” quando ele teve que pregar o português.
Faulhaber mantinha um pensionato particular para os educandos da Escola Nova, no qual estiveram Otto Renaux, os Konder e outros além, de alguns lusos do Rio e Petrópolis.
Em 1890, convocou uma Assembléia, para autorização da realização de um sínodo evangélico em Blumenau, tendo viajado à colônia Dona Francisca, nessa missão em 1891.
A 29 de outubro de 1895 casou-se em Blumenau com Alice Baumgarten, filha de Júlio Baumgarten. Do seu casamento com Alice, teve três filhos: Roland que desapareceu na última grande guerra, Ruth e Joana.
A grande Igreja Evangélica em Itoupava Central e a escadaria principal da Igreja Evangélica de Blumenau Centro, foram construídas pelo Pastor Faulhaber.
Em 1893, tratou-se da medição da propriedade da comunidade, no Vale do Ribeirão Fresco, onde está situada a escola, de 2.360 hectares, sendo digno de nota que o engenheiro Hercílio Luz, então chefe da Agência de Terras, fez a medição gratuitamente, dispensando sua parte de custos da medição.
Em fins de abril de 1903, foi à Alemanha em visita a parentes, demorando-se ali, cerca de três meses. Nesse mesmo ano, foi nomeado sócio correspondente do Instituto Histórico da Bahia, por indicação do Dr. Egas Muniz Barreto de Aragão.
Conseguiu a filiação das comunidades evangélicas à ação do Gustav Adolf Verein, da Alemanha, cuja finalidade era amparar e auxiliar todas as comunidades dispersas pelo mundo, que, por sua vez só podia ser eficiente se elas, as comunidades dispersas pelo exterior, cooperassem com aquela instituição.
Na execução do seu programa de dar amparo às comunidades do interior, foi quando providenciou a construção da Igreja de Itoupava Central. Estendeu a sua jurisdição até Luiz Alves, onde em um domingo do ano, realizava um culto, idem para Massaranduba, reservando quatro domingos para os cultos ali, tendo a comunidade de Blumenau, financiado ainda, a compra de um terreno perto da Foz do Ribeirão 13 de maio, para a escola, igreja e cemitério e auxiliado na construção do respectivo prédio. A sua iniciativa deve-se a construção da Escola Nova, de que se tornou professor.
Após 17 anos de estada em Blumenau, teve que regressar à Alemanha, onde continuou muito interessado por Blumenau e pelo Brasil.
Durante os anos em que trabalhou em Trebbin, onde foi Pastor, sempre honrou e estimou o Brasil, principalmente Blumenau, da qual ele jamais se esqueceu. Fez conferências sobre esta cidade, para torná-la mais conhecida na Alemanha. Depois da enchente de 1911, fez conferências com projeções luminosas para angariar fundos de auxílio às vítimas.
Após o cumprimento dos deveres que assumira na Nova Paróquia de Trebbin, Faulhaber escreveu artigos, reportagens etc. na imprensa local e da Alemanha, traduziu para o alemão o livro do Conde de Afonso Celso, “Porque me ufano do meu país” (Warum bim ich stolz auf mein vaterland), que teve várias edições na Alemanha.
Teve várias vezes pensionistas do Brasil em sua casa de Trebbin, onde ele mesmo lecionava, ou os visitava nas escolas de Berlin.
Editou em Blumenau uma história do Brasil em língua alemã para seus educandos da Escola Nova. Lauro Müller, Tenente Brasil Renaux e o Major Gaelzer Neto, o Governador Pereira de Oliveira e outros eram seus grandes amigos. O Embaixador alemão, Barão Von Treutler e o Cônsul em Florianópolis, Barão Von Weigenheim, visitaram-no várias vezes em Blumenau. Eram seguidamente convidados pela Sociedade Teuto-Sulamericana de Berlin, ora as recepções aos brasileiros ilustres que visitavam a capital do Reich. Alguns deles chegaram a visitá-lo em sua Paróquia de Trebbin que ficava próxima a Berlin.
Assinava dois grandes jornais do Rio, que lia com grande interesse, sempre os recebia com viva satisfação, apesar da grande fraqueza em que se encontrava, sempre manifestara desejos de retornar ao Brasil.
Faleceu em 09 de fevereiro de 1920 com 57 anos de idade em Trebbin, na Alemanha, próximo a Berlin.
Na igreja Evangélica de Blumenau, em 28 de março de 1920, realiza-se ofício em sufrágio de sua morte.
Sua esposa, Alice Baumgarten que era blumenauense, faleceu em Berlin, em 11 de novembro de 1946.


1.3 Filosofia da Escola

“Caminhar com união buscando desenvolver uma educação para a cidadania que favoreça a autonomia, interação, oportunizando ao educando seu desenvolvimento como ser humano e aprimorando seu comportamento, visando uma educação em saúde e valores perenes, inclusive na esfera espiritual e inclusiva”.

2. JUSTIFICATIVA
“Aprender é uma atividade complexa, frágil, que mobiliza a imagem de si mesmo, o fantasma, a confiança, a criatividade, o gosto pelo risco e pela exploração, a angústia, o desejo, a identidade, aspectos fundamentais no âmbito pessoal e cultural”. Perrenoud

Uma escola eficaz deve estar aberta às necessidades da comunidade; atenta à atualização dos professores e de sua prática pedagógica; conectada com os avanços científicos e tecnológicos; comprometida com a formação integral e o sucesso dos alunos; empenhada em planejar, coordenar e avaliar a dinâmica da escola diante da realidade atual, pronta para resolver os desafios da gestão escolar, numa visão democrática de projeto global da escola, para atender às contínuas exigências e às novas demandas da sociedade.
Para Andrade (2004,p.13), todos estes itens acima devem estar definidos no projeto, devendo ser revistos a cada ano e reformulados sempre, naquilo quer for necessário. Assim fica garantida a identidade da instituição e sua conexão com a realidade da comunidade a que serve.

3. DIAGNÓSTICO

Para renovar a escola, uma estratégia que pode ser usada para repensá-la seriam tarefas como:
• Fazer um diagnóstico da escola utilizando questionários aplicados ao corpo docente, funcionários, alunos e família, para levantar as principais necessidades e expectativas da comunidade escolar;
• Elaborar um planejamento estratégico, com metas a curto, médio e longo prazo para atender às exigências levantadas no diagnóstico;
• Fazer previsão orçamentária anual;
• Levantar as necessidades de manutenção e atualização do patrimônio escolar;
• Rever os principais documentos da escola e atualizá-los;
• Criar associações de pais, professores, funcionários, ex-alunos, grêmio estudantil;
• Organizar um programa de desenvolvimento profissional do corpo docente;
• Elaborar um projeto para acompanhamento de alunos com desempenho insatisfatório ou dificuldades de aprendizagem, a recuperação paralela que já está sendo realizada em nossa escola;
• Levantamento das principais dificuldades apresentadas pelos alunos e suas causas;
• Listagem dos componentes curriculares em que aparecem mais dificuldades;
• Elaboração das diretrizes e dos parâmetros para as competências a serem desenvolvidas.

Para fazer o diagnóstico é necessário um detalhamento das forças, possibilidades e situação da escola. Deve haver muitas discussões e levantamentos onde se possa ouvir quem está ligado à escola como a comunidade, os pais, professores, equipe técnico-administrativa e principalmente alunos.
O instrumento utilizado pode ser um questionário com perguntas diretas aos pais como, por exemplo, quais as qualidades e defeitos que os pais percebem na escola; como percebem o trabalho dos professores, como vêem a ação da direção e secretaria ou que língua estrangeira gostariam que os filhos estudassem.
Do aluno poderíamos conseguir respostas a questões como eles vêem a escola, do que gostam ou não nela, o que gostariam de mudar, ou quais as aulas que mais gostam.
Questões colocadas a professores, técnicos e funcionários poderão nos dar respostas quanto a áreas de conflito, problemas de relações humanas, progressão dos alunos, rotina e disciplina em sala de aula ou relação entre professores e alunos.
Aspectos físicos do prédio da escola também podem ser discutidos como adequação do espaço físico, salas-ambientes, conforto, segurança.
Diagnosticar é uma forma de avançar no projeto enfrentando os problemas, a partir de parâmetros considerados positivos para a escola. É uma atividade permanente e a partir dos seus resultados, a escola vai mudando e se reajustando ao projeto.

4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O ensino é muito mais que um revelador das disposições individuais. É um sistema de ação, uma organização que transforma as pessoas, suas competências, assim como suas atividades, suas representações e seus gostos.
Para Perrenoud (2001, p.18) quando estudamos as desigualdades diante da doença ou da morte, a justiça ou o amor, percebemos que o papel do destino ou do acaso não é assim tão grande, que as desigualdades aparentemente mais biológicas ou genéticas estão enraizadas nas desigualdades sociais. O mesmo acontece com o fracasso escolar e as desigualdades escolares.
Para aprender é preciso:
• Dar sentido ao que se faz e ao que se aprende;
• Sentir-se reconhecido, respeitado como pessoa e como membro de uma família e de uma comunidade, não importando raça, credo ou físico;
• Não se sentir ameaçado em sua existência, sua segurança, seus hábitos e sua identidade;
• Sentir-se compreendido e apoiado nos momentos de cansaço e fracasso;
• Saber que pode contar com a confiança dos outros, que o consideram capaz e desejoso de conseguir;
• Acreditar que alguém dá valos ao que se faz ou aprende;
• E, melhor que tudo isso, sentir que se é amado!

Uma escola onde o educando é parte ativa do processo ensino-aprendizagem, onde o espaço para o aprender a aprender se dá através da pedagogia da alegria, do lúdico, da música, da expressão corporal, tudo isso necessita da participação ativa do educando, para que a aprendizagem se torne realmente efetiva e afetiva.
Geralmente as crianças são nossos melhores mestres. Elas já sabem como crescer, como se desenvolver, como aprender, como se expandir e descobrir. Já sabem como sentir, rir, chorar, enfurecer-se, o que está certo e o que não está certo para elas, o que necessitam e o que não necessitam. Elas já sabem como amar e ser alegres, como viver plenamente a vida, como trabalhar e como ser fortes e cheias de energia.
Todas elas (bem como as crianças dentro de nós), no entanto, precisam de espaço para fazê-lo, e de pais e educadores abertos para acolhê-los.
Talvez no início, para o educador, seja mais penoso e cansativo, do que a direção de um grupo de educandos sonolentos. Mas é a vida! E é, no sentido mais belo da palavra, a educação ativa e alegre.

4.1 A criança e o Adolescente
Os alunos que cresceram entre livros e conversas intelectuais, ao ingressar na escola, só não estão familiarizados com as formas particulares dos trabalhos escolares e da relação pedagógica. No entanto, os que cresceram em terrenos baldios ou diante da televisão, têm que percorrer uma distância bem maior: na escola, nada lhes diz respeito, nada faz sentido, nem os objetos, nem as atividades.
Para Perrenoud (2001, p. 57) uma forma de combater essa forma de elitismo, é preciso que a escola se interesse pelo trabalho escolar cotidiano, disciplina, uso do tempo e do espaço, normas de vestimenta e higiene, pelo barulho, pela língua e forma de trocas mais anódinas.
É importante dar aos outros, que não têm a mesma herança, não vivem no mesmo ambiente, os mesmos trunfos, meios eficazes e propriamente escolares, de se apropriar da mesma cultura.
Segundo Perrenoud (2001, p. 69):

No inicio do ano, um professor de ensino fundamental depara-se com 20 a 25 crianças diferentes em tamanho, desenvolvimento físico, fisiologia, resistência ao cansaço, capacidade de atenção e trabalho; em capacidade perceptiva, manual e gestual, em gostos e capacidade criativa; em personalidade, caráter, opiniões, interesses, imagens de si, identidade pessoal, confiança em si; em desenvolvimento intelectual; em modos e capacidades de relação e comunicação; em linguagem e cultura; em saberes e experiências extra-escolares; em hábitos e modo de vida fora da escola; em experiências e aquisições escolares anteriores; em aparência física, postura, higiene corporal, vestimenta, corpulência, forma de se mover; em sexo, origem social, origem religiosa, nacional ou étnica; em sentimentos, projetos, vontades, energias do momento...


Ou seja, em uma classe de ensino fundamental, apesar da relativa proximidade da idade, talvez haja mais diferenças que na maioria dos grupos constituídos em uma sociedade.
A diversidade é um problema quando não dispomos de esquemas diferenciados correspondentes, pois, nesse caso, a ação pode ser ineficaz ou até perigosa. Essa diversidade alimenta trocas positivas, mas também provoca conflitos, dominações e discriminações.
Em um grupo de crianças, o poder do professor e a maneira como ele o concebe e exerce, desempenham um papel importante na regulação das trocas e conflitos, bem como no engajamento do grupo em uma tarefa única ou num conjunto de atividades coordenadas.
Nos parece que atualmente, os professores são mais sensíveis ao aspecto de relacionamento com os alunos e se esforçam para manter um ambiente onde não haja desvalorização e repressão, que provocariam o fechamento do aluno em si mesmo, a falta de interesse ou a revolta.
Para atendermos a essa diferenciação, o atendimento individualizado é de extrema importância e pode se conseguir isso nos seguintes casos:
• O tempo dedicado a cada alunos;
• A forma como se estabelece contato, por iniciativa do professor ou do aluno;
• O momento em que se estabelece o contato (no inicio do trabalho, para ajudar o aluno a superar dificuldades, corrigir);
• O grau de envolvimento do professor na tarefa;
• O nível de exigência;
• O modo de relação (centrado nas dificuldades da tarefa ou na motivação);
• À medida que, diante das dificuldades, há abandono da tarefa proposta e retorno a explicações ou exercícios prévios, mais ao alcance da criança;
• O estilo de interação: supervisão, cooperação em uma tarefa comum, clima relaxado, bom humor.

No início da puberdade, nossos cuidados com os alunos devem ser redobrados. Considerada a puberdade um período de transição da infância para a vida adulta, ela acarreta conseqüências biopsicossociais para o adolescente, que acabam sendo sentidas, também, por pais e professores.
Dessa forma, os reflexos da adolescência se dão no plano individual, para o próprio aluno, no plano familiar e na escola. Precisamos conhecer este adolescente, as conseqüências e desafios desta faze e suas implicações para o desenvolvimento afetivo, emocional, moral e cognitivo dos alunos, bem como seus reflexos na relação professor x aluno.

4.2 A família, a escola e o meio
Como já citamos anteriormente, as crianças que crescem em ambientes e conversas intelectuais, quando ingressam na escola, já estão familiarizadas com os trabalhos escolares. Aquelas crianças que no entanto, cresceram em terrenos baldios, tem que percorre uma grande distância, pois nada para elas faz sentido.
Então, o ambiente em que a criança se desenvolve, vai de alguma forma determinar seu futuro de sucesso ou fracasso escolar. A classe social a que pertence a família determina o tipo de atitude que será adotado em relação aos filhos.
Os pais de classe média tratam seus filhos com mais carinho, seus sentimento são valorizados, enquanto os pais de classe baixa preocupam-se mais com a importância da obediência à autoridade e mostram pouca tolerância com as crianças.
Para Rappaport, quando o nível social é muito baixo, existe uma alienação dos pais com relação à responsabilidade pela socialização dos filhos (RAPPAPORT, 1981, p.89).
Mesmo quando há um pai, a educação é entregue totalmente à mãe que se preocupa em atender às necessidades básicas das crianças, mas não conseguem atender as exigências destas, pois se sente sobrecarregada e desamparada. Mostram dificuldades em orientar ou controlar o comportamento dos filhos, punindo-os de forma aleatória.
“Quando estas pediam orientação, a mãe, incapaz de dá-la, recorria à autonomia da criança no sentido de que esta deveria buscar sozinha a resposta, ou então pedia a colaboração de um irmão mais velho” (RAPPAPORT, 1981, p.89).
O envolvimento afetivo entre mãe e criança vai influenciar as outras ligações afetivas que se desenvolvem em fases posteriores da vida e servirá como base para as futuras relações interpessoais do individuo. Então, se nas classes baixas esse desenvolvimento é tão precário, esta criança poderá apresentar problemas quando ingressar na vida escolar, pois o papel dos pais como agentes socializadores é fundamental. As características de personalidade dos pais, bem como o clima do lar, são decisivos para determinar o desenvolvimento social dos filhos.
Na escola, esses pais vão abandonar seus filhos à própria sorte e estes não tem a quem recorrer, na medida em que também existe uma distância cultural muito grande entre professores e alunos. Por outro lado o professor se depara com uma classe heterogênea onde muitas vezes ele duvida, se os alunos realmente têm vontade ou necessidade de aprender.
Esta é a nossa realidade e todos nós temos que reverter urgentemente este quadro, chamando as famílias para nosso convívio e mostrando a elas a necessidade de mudança.
Cabe então a todos nós na escola a tarefa de construir uma relação baseada na estima e afeição recíprocas. O professor precisa buscar métodos que propiciem um atendimento individualizado, para ajudar os alunos a superarem suas dificuldades, confiar em nosso apoio.

Por isso, o tempo dedicado a cada alunos, a forma como o contato é estabelecido, o cuidado para despertar o interesse, o nível de exigência, no sentido de deixar passar erros secundários, tudo isso vai aprofundar o relacionamento entre professor e aluno, propiciando um clima onde a aprendizagem ocorrerá de maneira prazerosa.
E se esse aluno chegar em casa realizado, temos certeza que conseguiremos aproximar os pais, que terão vontade de conhecer esse ambiente que está tornando seu filho feliz!

4.3 Considerações sobre a aprendizagem no ensino fundamental
A alfabetização é um processo onde existem relações entre a oralidade e a escrita. Cardoso nos diz que trata-se fundamentalmente de um processo em que a língua escrita torna-se uma habilidade que se acrescenta às formas de comunicação da criança e, ao mesmo tempo, as transforma (CARDOSO, 2000, p.19).
Letramento relaciona-se ao exercício efetivo e competente daquela tecnologia da escrita, nas situações em que precisamos ler e produzir textos reais. Segundo Soares, alfabetizar e letrar são duas ações distintas, mas não inseparáveis, o ideal seria alfabetizar letrando, ou seja, ensinar a ler e a escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita (SOARES, 1998, p.47).
Muitos pesquisadores se preocupam com a natureza das relações entre a oralidade e a escrita, em especial no aspecto das formas de pensamento anterior e posterior à escrita.
A criança vem de um mundo onde o oral predomina e estudos mostram que alfabetizar-se é assimilar um outro processo de pensamento, muito mais que aprender uma técnica.
A oralidade não era mais objeto de estudo, linguagem passou a ser sinônimo de escrita. Mas, a partir da década de 80, surgiram novas hipóteses de autores que estavam incomodados com a forma de oralidade e a escrita formarem dois blocos separados.
A ligação entre oralidade e a escrita parece estar no desenvolvimento do discurso narrativo, ou seja, em determinado momento o homem passou a contar e recontar histórias.
Cardoso nos diz que o discurso em forma de historia está presente em todas as culturas, que trata-se de um “conceito cultural universal”, pois todas as pessoas, em todos os lugares, contaram e apreciaram histórias (CARDOSO, 2000, p.55).
Com o advento da escrita, o contador de histórias é substituído por autores.
A criança que entra na escola já é um falante capaz de compreender e usar a língua portuguesa nas mais diversas situações. Ela precisa então aprender os novos usos da linguagem em sua representação escrita.
As sugestões didáticas para as séries iniciais entre outras, seriam:
• O uso do texto em suas várias linguagens;
• O uso das linguagens verbais, artísticas e cientificas numa prática multidisciplinar;
• A aprendizagem das ciências sociais, das ciências naturais de acordo com a faixa etária;
• A aprendizagem da historia do bairro, cidade, país;
• A decisão de normas, limites, horários, distribuição de tarefas;
A aprendizagem de valores.

4.4 Disciplina
Uma queixa constante dos professores diz respeito a uma questão que se apresenta separada em dois aspectos: os distúrbios de conduta e a indisciplina escolar.
A identificação de comportamento ou conduta, considerando apenas a ,manifestação externa,definiria como distúrbio de comportamento,qualquer tipo de perturbação que leve a uma manifestação observável de conduta.
A definição de condutas típicas apresentada pelos Parâmetros Curriculares Nacionais/Adaptações Curriculares (1998, p. 25) é: “Manifestações de comportamento típicas de portadores de síndromes e quadros psicológicos,neurológicos ou psiquiátricos, que ocasionam atrasos no desenvolvimento e prejuízos no relacionamento social,em grau que requeira atendimento educacional especializado.”
Existem diversas condutas típicas,com as quais o professor pode se defrontar no cotidiano de seu trabalho, e que causam dificuldade de aprendizagem, com todas as conseqüências que conhecemos: esquizofrenia, síndrome desafiadora e de oposição, a Síndrome de Rett, os transtornos de humor, a hiperatividade (TDAH) e o autismo.
A indisciplina escolar, por outro lado, vem merecendo uma série de estudos e abordagens. Sua definição pode ser diversificada,dependendo por exemplo, do quanto a escola é conservadora ou da rigidez da aplicação dos limites disciplinares estabelecidos.
A partir de uma pesquisa realizada com professores, Fortuna concluiu que a indisciplina escolar é uma ausência ou negação de um comportamento desejável. (FORTUNA, 2002, p. 88). A maioria das respostas acusa “falta de algo” nos alunos com problemas disciplinares: falta de limites, falta de atenção, falta de higiene, de respeito às regras,aos valores, aos colegas e aos professores. Esses alunos são descritos como quem “não respeita as regras e combinações, não atende ordens, não tolera frustrações, não consegue se conter, não respeita o patrimônio”.
Cabe ao professor identificar as “síndromes” e fazer os encaminhamentos necessários. Mas e quanto aos outros alunos, sem dúvida a grande maioria? Não se pode negar que, quando falamos da realização de qualquer tarefa, a motivação com que o indivíduo se dedica a ela, determina a qualidade do produto da mesma e a eficiência com que é realizada.
Fortuna afirma que a motivação é a predisposição com que o indivíduo trabalha. Refere-se ao estado de espírito, às condições psicoemocionais com que enfrenta o trabalho no dia-a-dia. (FORTUNA, 2002, p.112)
A motivação dos alunos, aquela tensão interna que inicia, dirige e mantém o comportamento para um determinado objetivo, não está, com muita freqüência, dirigida nas questões que o professor espera. O conhecimento nem sempre é prioridade para os estudantes e isso deixa o professor bastante frustrado.
Hoje a escola precisa se esforçar bastante para competir com o mundo colorido, sonoro, divertido e variado que os meios de comunicação oferecem às crianças e aos jovens. Ao mesmo tempo, a “invasão” da educação pela tecnologia nos obriga a repensar muitas das nossas crenças sobre o interesse dos nossos alunos.
Há também o problema da motivação do próprio professor, que também está diretamente envolvida no processo ensino-aprendizagem.
Um dos meios então,de manter a disciplina em sala de aula é torná-la um espaço de aprender, brincar e trabalhar.
Segundo Morales Ascencio, brincar é descobrir as bondades da linguagem, é inventar novas histórias, é assistir à possibilidade humana de criar novos pulsares, e isso é maravilhosamente prazeroso. (MORALES ASCENCIO, 1995).
Brincar é sonhar acordado e um dos obstáculos para criar um programa educativo em que a criança e seus jogos estejam no centro, é a dificuldade que os professores têm para jogar.
Rodulfo (1990) considera que uma das tarefas psicológicas decisivas para o adolescente é produzir a metamorfose do essencial do brincar infantil no trabalho adulto. A chave dessa mutação reside na migração do desejo inconsciente de um campo ou outro, para que o adolescente possa investir profundamente no trabalho tal como vinha fazendo com o brincar. Tal passagem do brincar para o trabalhar pode e deve ser facilitada pela aprendizagem escolar e familiar.

4.5 Avaliação
Para Perrenoud (1998,p.9) avaliar é - cedo ou tarde – criar hierarquias de excelência, em função das quais se decidirão as progressões no curso seguido, a seleção no início do 3o. Grau, a orientação para diversos tipos de estudos, a certificação para a entrada no mercado de trabalho e freqüentemente a contratação.
Avaliar é também privilegiar um modo de estar em aula e no mundo, valorizar formas e normas de excelência, definir um aluno modelo, aplicado e dócil para uns, imaginativo e autônomo para outros.
Antes de medir a aprendizagem, a avaliação regula o trabalho, as atividades, as relações de autoridade e a cooperação em aula e de certa forma, as relações entre família e a escola ou entre os profissionais da educação.
A avaliação não é um fim em si. É uma engrenagem no funcionamento didático e, mais globalmente, na seleção e na orientação escolares. Ela serve para controlar o trabalho dos alunos e ao mesmo tempo para gerir os fluxos.
A avaliação e considerada formativa quando há uma visão individualizada, quando ajuda o aluno a aprender e a se desenvolver, quando há regulação e controle das aprendizagens e seus processos. Então, ela só funciona se promover a regulação individualizada das aprendizagens.
O diagnóstico porém é inútil se não der lugar a uma ação apropriada. Uma verdadeira avaliação formativa é necessariamente acompanhada de uma intervenção diferenciada, como meios de ensino, organização dos horários, da organização do grupo-sala e até mesmo de transformações radicais das estruturas escolares. Torna-se necessária uma revolução pois uma avaliação formativa não poderá se desenvolver plenamente a não ser num quadro de uma pedagogia diferenciada, fundada sobre uma política de democratização do ensino.
Deve-se conceber a avaliação não como uma tomada de informação em sentido único, como uma simples medida, mas como um momento de confronto entre:
• por um lado, as estratégias do professor que quer saber “o que vale realmente tal aluno”, fazê-lo saber disso, mas também mobiliza-lo e faze-lo aderir à avaliação de que é objeto:
• por outro lado, as estratégias do aluno, que quer mostrar mais, mascarar suas lacunas, evidenciar seus pontos fortes e receber o que merece, ou seja, ser recompensado pelos seus esforços.
Ensinar é esforçar-se para orientar o processo de aprendizagem para o domínio de um currículo definido. Isso acontece quando há uma adequação nas estratégias de aprendizagem durante o ano escolar. Deve haver um reajuste permanente dos conteúdos e dos ritmos do ensino em função do trabalho e do nível dos alunos, sua participação, nível de compreensão e memorização que mostram. E o professor, tendo em mente essas desigualdades, essas diferenças entre os alunos, não exige deles exatamente a mesma coisa, personaliza a relação e tenta individualizar o trabalho.
A avaliação portanto não é meramente classificatória e sim, bem mais abrangente, é um processo formativo e contínuo. O aluno tem que ser avaliado em relação ao aspecto qualitativo.
A prática de uma pedagogia de projetos, é uma busca pelo rompimento da abordagem estanque, fragmentada, isolada de cada conteúdo, é indispensável para vencer um sério obstáculo: o individualismo de cada professor, que atua como dono de um conteúdo importante por si mesmo e que se isola.
A avaliação formativa de competências fornece à escola dados mais precisos sobre o que os alunos realmente sabem fazer.
Para o aluno, dentro de um processo implementado numa pedagogia de projetos, o papel esperado não é mais o de escutar, anotar passivamente as aulas, quase sempre com exposições do professor. Dentro dessa nova proposta, o aluno vivencia uma nova forma de aprender e de trabalhar.
Já notamos algumas resistências quanto a esta nova proposta, que terá que ser administrada de forma gradual, até que alunos e pais se acostumem ao novo. Professores, pais e alunos devem ser envolvidos num processo de reflexão. O boletim portanto deve ser modificado, deve ser informativo, mostrando quais os critérios que foram utilizados, o parecer do professor a respeito do ensino-aprendizagem e o próprio desempenho do aluno no período. Um espaço para os pais colocarem sua opinião sobre como estão sentindo esse processo, faria com que eles, efetivamente, participassem do desenvolvimento de seus filhos e os aproximaria cada vez mais da escola.

4.5.1 Da Unidade Escolar
Art. 42 – A avaliação nesta Unidade Escolar é contínua, e feita através do Planejamento visando à análise da consecução dos objetivos, critérios e estratégias propostas, contando com a participação de todos os profissionais envolvidos no processo ensino-aprendizagem.
Art. 43 – A nota é atribuída trimestralmente e obterá aprovação o educando que atingir média global 5 (cinco).

4.5.2 Do Rendimento Escolar Do Educando
Art. 44 – A avaliação será constante e terá por objetivo a verificação da aprendizagem, o aproveitamento e desenvolvimento do educando, bem como a apuração do rendimento escolar para fins de promoção.
Art. 45 – A apuração da assiduidade, na forma prevista neste Regimento, constituirá também fator componente de avaliação.
Art. 46 – Na avaliação do aproveitamento, a ser expresso em notas, levar-se-ão em conta os aspectos qualitativos e quantitativos a avaliação do aproveitamento, centrada no processo ensino-aprendizagem deve ser global, e analisada em Conselho de Classe.
Art. 47 – Ter-se-á como aprovado quanto ao aproveitamento de 2º ano a 8ª série: (a) O educando que alcançou média 5 (cinco) durante o ano, em cada disciplina;
(b) Ao educando de aproveitamento insuficiente fica assegurada a promoção de recuperação paralela;
Art. 48 – Considerar-se-á reprovado quanto ao aproveitamento:
(a) O educando de 2º ano, a 8ª série que ao final do trimestre não alcançar média 5 (cinco).
Parágrafo Único: O educando de 1º ano será avaliado através de Avaliação Descritiva, sendo reprovado somente por freqüência menor que 75%.
Art. 49 – Nesta Unidade de Ensino serão atribuídas notas, que variarão de 2 a 10 (dois a dez) a todas as atividades executadas pelo educando, por determinação do professor.
Art. 50 – Toda a nota atribuída pelo professor poderá ser inteira ou fracionária, admitindo se no caso de fração, meio ponto (0,5), na média trimestral.
Art. 51 – A média mínima a ser atribuída no trimestre será 2 (dois).
Art. 52 – No cálculo da média anual deverá ser registrada a média real, sem arredondamento.
Art. 53 – Para o cálculo da média trimestral, o professor deverá atribuir ao educando, no mínimo 04 (quatro) notas.

4.5.3 Da Recuperação
Art. 54 – A recuperação será oferecida de forma paralela e ministrada ao longo do ano letivo, no horário normal de aulas, devendo o professor, programar as atividades e execução e proceder a Avaliação.

4.5.4 Da Promoção

Art. 55 – A nota final de cada disciplina será:
(a) Média Aritmética final igual ou superior a 5,0 (cinco vírgula zero).
Fórmula: T1 + T2 + T3 = 5,0
3
Onde: T1, T2, T3 – Notas de cada trimestre.
Art. 56 – Para efeitos de promoção observar-se-á além da avaliação do aproveitamento, a apuração da assiduidade, conforme legislação vigente.
Parágrafo Único: Uma vez proporcionado à recuperação paralela respeitada a legislação vigente, o educando que não tenha obtido o aproveitamento suficiente, será considerado reprovado na série.

4.6 Normas Gerais Da Escola Básica Municipal ‘’Pastor Faulhaber’’
• A agenda é de uso Diário: Ela é um documento do aluno e deverá ser devidamente preenchida pelos responsáveis da criança na escola. Na agenda deverá ser feito todo o registro como justificativas de chegadas tardias e faltas; pedidos de saídas antecipadas; dispensa das aulas de Educação Física ou de qualquer outra atividade da escola. Os horários das aulas deverão estar ali registrados. Ela será um elo de comunicação da escola com a família e da família com a escola.
• Toda comunicação enviada para casa pela escola deverá ser registrada ou colocada na agenda e assinada pelos pais ou responsáveis. Quando enviada de casa para a escola deverá ser mostrada logo no inicio da aula para que a direção tome conhecimento.
• Registrar na agenda toda justificativa: de faltas na escola, de falta do uso do uniforme, de chegadas tardias, de não apresentação de algum trabalho ou tarefa, e outras.
• Os alunos só poderão sair antecipadamente da escola mediante pedido registrado na agenda, assinado pelos pais ou responsáveis, ou ainda com a presença dos mesmos na secretaria.
• O uniforme: Opção feita pelos pais em reunião, é de uso diário e deverá ser providenciado o quanto antes.O uniforme representa mais segurança e melhor controle por parte da direção, das pessoas que circulam na escola. Ele é a nossa identidade e, não só a nossa escola como todas sentem a necessidade do uso do mesmo pelas crianças.
• Não usar na escola roupas que não condizem com o dia-a-dia, roupas indecentes, coloridas demais e que destoam da cor do uniforme que é azul e branco – no caso dos alunos que por um determinado tempo ainda não adquiriram o uniforme.
• Participar das aulas de Educação Física com roupas adequadas para o exercício e tênis, evitando assim acidentes.
• Sempre que solicitado os pais ou responsáveis devem comparecer na escola.
• Ao chegar na unidade escolar, por qualquer motivo, os pais ou responsáveis, parentes ou visitantes devem procurar a secretaria da escola e/ou a sala de coordenação, não, porém às salas de aulas sem autorização da secretaria.
• Horário de aula: Matutino: 7h15min às 11h30min.
Vespertino: 13:00 às 17h10min.
No caso de atraso, procurar a secretaria da escola com a agenda.
• Não é permitido namorar, andar de bicicleta, skates, patinetes e/ou similares nas dependências da escola.
• Não é permitida brigas, provocações ou ações que causem a discórdia.
• Danos em móveis, paredes, janelas, cortinas, portas, lâmpadas, materiais eletrônicos e outros serão ressarcidos pelos alunos individualmente ou coletivamente, na medida da sua responsabilidade.
• Não é permitido fazer uso de objetos alheios à escola como: brinquedos, revistas, jogos não educativos, celulares, mp3,4,5 e outros.
São Consideradas Ações Indisciplinares:
• O desrespeito aos funcionários, a direção, coordenação, professores, pais e visitantes, verbal ou ainda por escrito.
• Estar em sala fora dos horários pré – estabelecidos.
• Permanecer fora da aula sem autorização.
• Deixar de realizar tarefas, trabalhos ou atividades escolares, sem motivo justificado.
• Entrar e/ou retirar-se da sala de aula ou de atividades escolares, sem permissão de quem de direito.
• Proferir palavras de baixo calão ou escrevê-las em qualquer lugar.
• Retirar-se das dependências da escola antes do término das aulas, ou qualquer atividade sem permissão de quem de direito.
• Participar da desarmonia ou cultivar inimizades entre colegas.
• Estar realizando atividade diversa da aula, no momento lecionada.
• Rasurar, rasgar ou amassar documentos próprios ou de outros (caderno, agenda, trabalhos, provas, murais, bilhetes e outros).
• Usar telefones celulares, rádios, Mp3, Mp4 e bonés.
• Utilizar-se de meios ilícitos, (cola), durante a realização de provas ou facilitar o repasse de informações. (Exceto nas avaliações com consulta autorizada pelos professores).
• Usar o nome da escola ou da APP para qualquer tipo de propaganda, campanha ou promoção sem autorização expressa e escrita da direção da escola.
Atos Infracionai:
São considerados Atos Infracionais, sujeitos a denuncia no Ministério Público, na delegacia de Proteção à Mulher, da criança e do Adolescente, se aluno com 12 anos completos ou mais, alunos com menos de 12 anos, a denuncia será feita ao Conselho Tutelar:
• Falsificar assinaturas, rubricas dos pais/ responsáveis, professores ou de qualquer outra pessoa;
• Causar danos em materiais ou instalações da escola (danos em móveis, paredes, janelas, cortinas, portas, lâmpadas, materiais eletrônicos e outros que serão ressarcidos pelos alunos individualmente ou coletivamente, na medida da sua responsabilidade);
• Realizar qualquer tipo de furto nas dependências da escola;
• Praticar atitudes obscenas (gestos, por palavras, pornografias...);
• Faltar com o devido respeito a qualquer pessoa na escola (funcionários, direção, coordenação, professores, pais e visitantes, verbal ou por escrito);
• Fumar nas dependências da escola;
• Praticar atos que resultem em lesão corporal em outrem;
• Fazer uso de drogas e/ou comercializá-las nas dependências da escola;
• Praticar jogos de azar, realizar vendas ou trocas sem a autorização dos pais por escrito e sem a presença de um professor, diretor ou coordenador pedagógico;
• Participar de brigas;
• Ter em seu poder ou produzir na escola, qualquer arma ou objeto que possa vir a machucar ou a intimidar o outro na escola ou nas suas proximidades.
• Ter em seu poder ou comercializar na escola, bebida alcoólica, ou qualquer espécie de droga ilícita.
• Convidar pessoas não matriculadas na escola para freqüentar o espaço escolar na hora de recreio, inicio de aula, final de aula ou horários de lazer sem o conhecimento e a autorização da direção da escola.

Ações Pedagógicas:
De acordo com o Regimento Único, capítulo II, seção III, artigos 59 e 60:
ART.59 – Pela inobservância das NORMAS GERAIS (Regras de convivência da escola), os integrantes do corpo discente são passíveis das seguintes penalidades:
• Orientação verbal;
• Advertência oral e escrita, (devendo vir assinada pelos pais);
• Uma segunda advertência, (assinada pelos pais, solicitando a presença dos mesmos);
ART.60 – A penalidade aplicada ao aluno, como decorrência do não cumprimento das normas, deverá ser registrada na Unidade Escolar, em livro próprio, assinada pela pessoa que apresentou a queixa, responsável pelo aluno se for menor, ou pelo próprio aluno se for maior.
De acordo com o Projeto Político Pedagógico da Unidade Escolar, as penalidades acima poderão ser aplicadas pela direção, ouvida a coordenação e os professores; pela coordenação e os professores; pela coordenação pedagógica, com o conhecimento do diretor; e solicitadas pelos professores.

5. CARACTERIZAÇÃO DA COMUNIDADE ESCOLAR

A Escola Básica Municipal Pastor Faulhaber tem em suas atividades uma abrangência de 136 famílias
As famílias pertencentes a nossa comunidade escolar, residem no Morro da Garuva, nas ruas próximas à escola, início da Rua Araranguá, bairro Garcia e Fortaleza e na maioria são constituídas por 04 a 07 pessoas.
A vida cotidiana da população desta região é marcada por dias de trabalho, cheios de imprevistos e tumultos, ou seja, quase toda família que trabalha recebe baixos salários. Existe um alto índice de desemprego. Alguns pais não vêm à escola quando solicitados, por terem medo de perder o emprego, mesmo a escola dando um comprovante de sua vinda, dificultando assim, o nosso trabalho. A situação econômica, o convívio familiar e comunitário em conseqüência de toda problemática social acaba gerando conflitos familiares.
Como a maioria dos nossos educandos vive nesta comunidade, esses problemas acabam refletindo em sala de aula. Portanto a nossa preocupação não é só com o ensino (cognitivo), mas também com o social e o afetivo, na formação do educando.
Os educandos são um pouco agitados, alguns com atitudes agressivas, outros com dificuldades de aprendizagem, lentidão razoável e alguns ainda precisam ser estimulados e elogiados para concluírem as atividades, mas são bastantes críticas.
Na Educação Física participam ativamente, com interesse pelas atividades. E com interesse nas propostas de trabalho nas aulas de arte. Adoram desenhar, pintar, falar, cantar e outras técnicas que se propõe. São críticos e apresentam soluções imediatas para as dificuldades surgidas nessas aulas. Os desenhos apresentam-se alegres com riqueza de detalhes.
A relação educando x educando, geralmente possui senso de colaboração, ajudando os colegas que necessitam de apoio. As relações com os professores a conduta é de amizade e troca.
Essas informações são colhidas no ato da matrícula, quando todos os pais são entrevistados pela secretaria.
O total de educandos matriculados no momento são 216 (Cento o noventa e nove) distribuídos da seguinte forma:
TURMA TURNO Total
PRÉ-ESCOLAR MAT 19
1º ANO “A” VESP 17
2º ANO “A” VESP 24
3º ANO “A” VESP 22
4º ANO “A” VESP 17
4ª SÉRIE “A” VESP 22
5ª SÉRIE “A” MAT 25
6ª SÉRIE “A” MAT 22
7ª SÉRIE “A” MAT 21
8ª SÉRIE “A” MAT 27
TOTAL 216

5.1 Caracterização do Corpo Docente e Técnico Administrativo
Nº de Funcionários Função Formação
01 Diretora – Marita Lopes
3º Grau – Pedagogia, Pós-Graduada em Gestão, Orientação e Supervisão Escolar – 40 horas
01 Coordenadora Pedagógica – Ingelore Techentin Pacheco
3º Grau – Orientação Educacional, Pós Graduada em Psicopedagogia Institucional – 40 horas
01 Coordenadora Pedagógica – Nara Denise Maders Martins 3º Grau – Administração Escolar, Pós-Graduada em Educação Psicomotora e Gestão em Administração, Supervisão e Orientação – 40 horas
01 Mediadora de Leitura e Pesquisa Maria de Fátima Martins Baumgägrtner - 3º Grau – Pedagogia, Pós Graduação em Psicopedagogia Institucional e Clínica – 40 horas
01 Agente Administrativo – Liliane Schaefer Lenzi 3º Grau – Letras Português – 20 horas
01 Pré Escolar – Célia Cecília Krepsky 3º Grau - Pedagogia, Pós- Graduada em Psicopedagogia Institucional – 20 horas
01 Professora de 1º ano – Gertrudes Sens
01 Professora de 2º ano – Maria do Nazaré 3o Grau – Pedagogia – 20 horas
01 Professora de 3º ano – Consuelo 3o Grau - Pedagogia, 20 horas
01 Professora de 4º ano – Miriam 20 horas
01 Professora de Português (5ª a 8ª série) – Vanessa 3º Grau – Letras Português/Inglês (Licenciatura Plena - 20 horas
01 Professor de Artes – Marcelo - 20 h - substituto
01 Professor de Ensino Religioso (1º Ano a 4ª Série) (5ª a 8ª série) – Alessandro Ciências da Religião – 10 horas - substituta
01 Professor de Educação Física (Pré Escolar a 8ª série) – Rauli Amorim 3º Grau – Educação Física, Pós Graduação em Treinamento Desportivo – 40 horas
01 Professora de Ciências (5ª a 8ª série) – Verônica 3º Grau – Ciências, Matemática e Biologia, 15 horas - substituta
01 Professora de Geografia (5ª a 8ª série) – Cristiane Siebert 3º Grau – Ciências Sociais, Pós Graduada em Gestão, Orientação e Supervisão Escolar – 10 horas
01 Professor de Matemática (5ª a 8ª série) – Valdir de Assis Chaves 3º Grau – Matemática e Administração – 20 horas
01 Professora de História (5ª a 8ª série) – Francisco Kleber Rodrigues de Almeida 3º Grau – História e Direito – 10 horas
01 Professor de Informática (Pré Escolar a 8ª série) – Marília 3º Grau Incompleto – Artes – Licenciatura em Música - 40 horas
01 Professora de Inglês (5ª a 8ª série) –
Denise Voltolini 3º Grau – Letras Português/Inglês (Licenciatura Plena) - 10 horas
01 Professor de Educação Física (1a a 4a Série) - Sandro Luiz de Lima 3º Grau – Licenciatura em Educação Física

5.2 Serviços Gerais
Nº de Funcionários Função Formação
01 Serviços Gerais – 1º Grau Incompleto
01 Serviços Gerais – 1º Grau Incompleto
01 Zelador – Danilo Batista Filho 1º Grau Incompleto

5.3 Projetos desenvolvidos na unidade de ensino

O motivo pelo qual deu-se a necessidade de organizar a estruturar o P.P.P a esta unidade, foi o ponto central “Educação de Qualidade”. Diante disto, o foco da ação do mesmo, até então mais voltada ao ensino, passa a se dirigir à aprendizagem do educando, como objetivo primeiro e final da escola.
Partindo deste pressuposto, esta unidade sentiu a necessidade de direcionar as atividades escolares em duas vertentes:
● Projeto “Sorriso”;
● Paz no Trânsito;
● Gincanas;
● Passeios Culturais;
● Mural de informes;
● Homenagem Cívica Semanal;
● Promover a integração: Escola X Família X Comunidade;
● Projeto “Saber Saúde”;
● Práticas Desportivas, xadrez, basquete, vôlei, futsal e dança.
● Programa Educacional de Resistência às Drogas (PROERD);
● Projeto “Meio Ambiente” com SESC
● Projeto Morro da Garuva/ Comed – anexo
● Trabalho de conscientização do profissional da Educação: Auto Avaliação;
● Renovação da cultura escolar com relação ao “Erro” para permitir que ele apareça, seja discutido e encarado como necessário para que haja aprendizagem;
● Despertar o gosto artístico, valorizando os trabalhos de educandos e de outros valores da comunidade, oportunizando as expedições na Escola;
● Promoção da vinda de espetáculos culturais para educandos, professores, funcionários e comunidades;
● Oferecer melhores condições de trabalho ao professor, dotando a escola de materiais didáticos e demais recursos necessários. Oportunizando a participação em cursos de aperfeiçoamento;
● Recreio com atividades recreativas;
● Resgatar as cantigas e brincadeiras da nossa infância;
● Inserção da comunidade no ambiente escolar
● Eleição da Associação de Pais e Professores (A.P.P.);
● Festa da Família;
● Assembléias de pais, professores e funcionários;
● Projeto de Reurbanização da comunidade do Morro da Garuva em parceria com a associação de moradores;
● Festa Junina/Gincana Junina
● Projeto Santa
● Saúde e Prevenção nas Escolas.
● Escola de Pais do Brasil: projeto com encontros semanais na escola, todas as quartas-feiras às 19:00h onde serão discutidos os seguintes assuntos:
Educação no mundo atual; Amor e segurança, alicerces de um desenvolvimento sadio; Mãe, esposa e mulher – sua atualidade; O pai e o exercício da paternidade; Ação Educativa na infância, meninice e pré-adolescência; Dificuldades para educar; Ação Educativa na adolescência; Sexualidade Humana; Como marco o mundo com minha presença.
Já contamos com 32 famílias inscritas para esse encontro, que está se tornando um excelente meio de comunicação entre escola e comunidade, além de ser excelente para os pais conhecerem melhor e saberem lidar com seus filhos.
Partindo destas e de outras tantas ações que fazem parte do cotidiano de nossa Escola tentamos a cada dia permitir o livre e crítico trânsito de experiências que auxiliem-nos na construção de um Projeto Político Pedagógico voltado à comunidade particular onde a Escola se insere e também ao nível da sociedade global, onde esperamos um dia, que nossos educandos participem ativamente e criticam.
6. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS, ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA INSTITUIÇÃO

A Escola possui uma área construída de 893,09 m². O terreno onde está edificada a escola possui uma área de 2.039,60 m², totalmente cercados.
A estrutura da escola possui diversos ambientes, os quais descrevemos a seguir:
• 01 sala utilizada para coordenação e orientação com banheiro anexo;
• 01 sala para direção;
• 01 sala para Secretaria;
• 01 sala para os professores;
• 01 sala para biblioteca;
• 01 sala de computação;
• 05 salas de aula, sendo para uso de 1º ano a 8ª série;
• 01 sala de educação física para guardar os materiais;
• 01 cozinha bem instalada com uma despensa para armazenar os alimentos da merenda escolar;
• 01 refeitório com mesas e bancos;
• 02 sanitários, masculino e feminino para uso dos educandos;
• 01 sanitário exclusivo para deficientes físicos;
• 01 ambiente para guardar materiais pedagógicos;
• 01 depósito para guardar materiais de limpeza e ferramentas;
• 01 casinha de gás contendo 02 botijões P-45;
• 01 área pequena para depósito de lixo;
• 01 área coberta interligando as salas, onde ficam expostos os trabalhos dos educandos de todas as séries, alguma folhagens e cadeiras. Neste espaço acontecem as reuniões com os pais, apresentações artísticas e culturais etc.
• 01 área de churrasqueira onde ficam as mesas de pingue-pongue, o escovódromo e o bebedouro dos educandos;
• 01 quadra polivalente coberta com piso de cimento e totalmente cercada para educação física e vários esportes;
• 01 playground e um jardim na frente da escola;
• 01 pátio com brita, utilizado pelos educandos na hora do intervalo;
A escola possui sistema de alarme.

Relação de recursos materiais adquiridos pela escola desde 1995:
Equipamentos eletrônicos:
• dois rádios CD Philips;
• dois rádios CD CCE;
• um rádio Aiwa;
• uma máquina copiadora Samsung;
• uma calculadora KK 1800 Kenko;
• duas tvs de 29 polegadas;
• tv 24 polegadas;
• três computadores;
• dois DVD’s;
• uma máquina de xerox;
• dois telefones;
• um telefone com fax;
• na sala de informática: onze computadores, cinco impressoras, um scanner e um ar condicionado.
Mobiliário:
• um conjunto estofado de tecido;
• uma furadeira impacto 3/8 6433 Skil;
• quatro cadeiras giratórias;
• uma saboneteira branca com refil;
• uma lixeira com pedal;
• banner do Hino da Escola e banner da Filosofia da escola;
• uma banheira para pescaria;
• um termômetro digital;
• sete ventiladores turbo de parede;
• um quadro escolar;
• um escaninho com oito portas de aço;
• um resfriador de água;
• um relógio sinaleiro Tok;
• uma cafeteira elétrica;
• um micro-ondas CCE;
• duas geladeiras;
• um freezer;
• um forno elétrico;
• um fogão industrial;
• um balcão para atendimento para a Secretaria;
Material didático-pedagógico:
• 6 bambolês;
• 10 mapas didáticos escolares;
• três jogos de raquetes;
• livro História da Arte em quatro volumes;
• Enciclopédia dos Museus;
• revistas: Os grandes artistas;
• oito livros de literatura infantil;
• cinco apagadores;

6.1 Estrutura de Funcionamento da Instalação

O horário de funcionamento da escola é das 07h15min às 11h30min no período matutino e das 13:00h às 17h15min no período vespertino. O intervalo para a merenda é de 15 minutos, sendo das 09h29min às 09h44min no período matutino e das 15h25min às 15h40min no turno vespertino. Este horário (04 horas e 15 minutos) vem ao encontro às exigências da nova LDB para cumprimento de 200 dias letivos ou 800/horas-aula. A rede municipal, através de um projeto considera o recreio como pedagógico, por isso o acréscimo de mais quinze minutos na carga horária diária.
No turno matutino funciona o Pré-escolar, a 5a, 6a, 7a e 8a Séries. No período vespertino estão as salas do 1o ano, 2o ano, 3o ano, 4o ano e 4a série.
Do 1º ano a 4ª série tem uma professora para todas as matérias, exceto as disciplinas de Educação Física, Ensino Religioso, Arte e Computação (total de cinco professores).
De 5ª a 8ª série tem um professor para cada matéria (total de nove professores).
Os educandos que encontram dificuldade em alguma matéria, são atendidos através da recuperação paralela e apoio pedagógico, não existindo na escola aulas de reforço em horário especial.
No ato da matrícula os pais recebem informações sobre o uniforme, materiais e normas regimentais da escola. A comunicação com os pais é feita por telefone e/ou Agenda Escolar, a partir de avisos em reuniões marcadas com antecedência e através da agenda do educando.
A escola possui atividades extracurriculares, como: atividades sócio-culturais, treinamentos esportivos, tênis de mesa, basquete, xadrez e dança
A escola possui a APP – Associação de Pais e Professores.
A escovação dos dentes é diária, após o lanche. Este ano está acontecendo a aplicação de flúor, que faz parte do Projeto Sorriso. A escola possui também programa de viagens de estudo.
A escola possui o uniforme nas cores (azul, verde e branco), outro enviado pela SEMED, que são estimulados a todos os educandos, mas nem todos podem comprá-los (usando assim, outra roupa nas cores azul e branco). Doações são solicitadas aos educandos que já deixaram a escola e também de pais que têm condições de doar.
Os educandos que chegam atrasados devem passar antes pela coordenação ou secretaria, e esta conduzirá o educando para sala de aula. Em caso de faltas, é comunicado aos pais, e procura-se saber o motivo da falta ou das faltas. A orientação é para que o educando não falte às aulas. Mesmo que se atrase, é importante vir para a escola.
A escola dá ênfase à preservação do seu patrimônio, buscando educar o educando para a limpeza da escola, higiene pessoal e boas maneiras.
Devemos estar sempre acompanhando e refletindo sobre a prática pedagógica, reavaliando e retomando novas estratégias.
Acompanhando os conhecimentos dos educandos, como um processo de observação e análise dos sujeitos e suas ações considerando todo o contexto, traçando um plano de ação para suprir as necessidades do grupo, só assim podemos avaliar se os objetivos propostos estão sendo alcançados.
No Pré- Escolar a avaliação é descritiva e feita semestralmente. No 1º ano a avaliação é trimestral e descritiva. No 2o ano, 3o ano, 4o ano e 4a série, é atribuída uma média trimestral.
O Conselho de Classe é feito com diretor, professores, coordenação e administradora escolar. No mesmo é discutido o rendimento de cada um, a sua participação na aula, bem como o seu comportamento e posteriormente define-se a situação do educando e as possibilidades de articulações que possam suprir as dificuldades apresentadas, tanto no âmbito de faltas, comprometimento escolar, defasagem série / idade e possíveis encaminhamentos e triagens com: fonoaudióloga, psicólogo, psicopedagogo, entre outros.
Em 04/09/2006, houve a terceirização da merenda escolar, assumida pela empresa Risotolândia Serviços de Alimentação.
Em 01/02/2007, a empresa Orcali Serviços de Limpeza LTDA, iniciou suas atividades referentes a limpeza nesta mesma Unidade Escolar.







7. REGIMENTO

A Escola Básica Municipal “Pastor Faulhaber” possui o seguinte regimento:

TÍTULO – I

7.1 DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

CAPÍTULO I

DA DIREÇÃO

SEÇÃO I

DO DIRETOR

Art. 1º – O diretor é o elemento devidamente habilitado em Pedagogia e Pós-Graduada em Psicopedagogia Institucional, na área da Educação, com registro no MEC, que dirige a Unidade Escolar, através da tomada de decisões, em conjunto com o corpo administrativo.
Art. 2º – Ao Diretor compete:
(a) Definir no Planejamento Geral, juntamente com as categorias funcionais de Coordenação Pedagógica, Docentes e com a Comunidade, a filosofia e os objetivos da Unidade Escolar em consonância com a Política Educacional do País;
(b) Cumprir e fazer cumprir as determinações superiores e as do presente Regimento;
(c) Coordenar e participar da elaboração do Planejamento Geral da Unidade Escolar, garantindo a sua execução, bem como os ajustes que se fizerem necessários;
(d) Propor e/ou aprovar formas de atuação adequada às possibilidades da Unidade Escolar para dar cumprimento ao que foi planejado;
(e) Dinamizar o fluxo de informações entre a Unidade Escolar e outros órgãos de Ensino;
(f) Representar a Unidade Escolar, responsabilizando-se por seu funcionamento perante os Órgãos do Poder Público Municipal;
(g) Garantir o cumprimento da legislação em vigor e das diretrizes e normas emanadas de Órgãos Superiores dos Sistemas de Ensino Estadual e Municipal;
(h) Convocar e presidir reuniões de estudo e administrativas;
(i) Participar das reuniões presididas pelo grupo funcional de Especialistas em Assuntos Educacionais;
(j) Promover e participar das atividades cívicas, culturais, sociais e desportivas;
(k) Participar como membro integrante das atividades e decisões da Associação de Pais e Professores;
(l) Assinar, toda a documentação relativa à vida escolar dos educandos e da Unidade Escolar, indicando o seu número de Registro ou Autorização;
(m) Visar à escrituração das Instituições e Serviços complementares, atas de reuniões, recibos e outros expedientes eventuais;
(n) Promover o intercâmbio com outras Unidades Escolares do conjunto e a integração da Escola com a Comunidade;
(o) Presidir as reuniões do Conselho de Classe, apoiando e colaborando com as decisões de mesmo, orientando e assistindo o professor na ausência da Coordenação Pedagógica;
(p) Supervisionar as atividades dos Serviços e das Instituições da Unidade Escolar, bem como a sua atuação junto à Comunidade;
(q) Oportunizar uma constante atualização do corpo docente e do pessoal administrativo;
(r) Articular com a Associação de Pais e Professores a aplicação dos recursos financeiros da Entidade na melhoria das necessidades da Unidade Escolar;
(s) Acompanhar os trabalhos experimentais realizados pela Unidade Escolar;
(t) Aplicar as penalidades disciplinares previstas em Lei e neste Regimento, a professores, Coordenação Pedagógica, funcionários que incorram em faltas;
(u) Aplicar as penalidades disciplinares previstas em Lei e neste Regimento aos educandos que incorram em faltas;
(v) Promover e coordenar a Avaliação Global da Unidade Escolar.
Parágrafo Único – Na falta de professor, o Diretor da Unidade Escolar, organizará em conjunto com a Coordenação Pedagógica, um sistema para atender os educandos.

CAPÍTULO II

7.2 DOS SERVIDORES ADMINISTRATIVOS

SEÇÃO I

DA SECRETARIA

Art. 3º – A finalidade da Secretaria de escola é atender as necessidades dos educandos, professores e funcionários, bem como a comunidade em geral.
Os cargos existentes na secretaria desta Unidade Escolar são: Administrador Escolar, exercendo a função de Secretária Escolar e uma Operadora de Serviços Administrativos.
As atribuições são divididas e cabe ao Administrador a assinatura de todos os documentos expedidos, tendo este profissional a Autorização Legal para exercer tal função.
Ao Administrador compete:
• Participar de reuniões pedagógicas, conselhos de classe, acompanhar junto com a coordenação pedagógica a verificação do rendimento escolar, juntamente com a freqüência do educando, bem como acompanhar o educando nos aspectos que se referem ao processo ensino-aprendizagem.
• Avaliar junto com a equipe administrativa, os resultados do Conselho de Classe e fazer os encaminhamentos que forem necessários. Também é de responsabilidade do Administrador Escolar, a atualização anual do Censo Escolar, informando todos os dados necessários ao MEC.
Art. 4º – A Secretária compete:
(a) Coletar, organizar, analisar, atualizar e socializar informações e dados estatísticos da escola, que possibilite constante avaliação do processo educacional;
(b) Articular parcerias com empresas e a comunidade;
(c) Assegurar a organização, atualização e trâmite legal; dos documentos recebidos e expedidos pela escola;
(d) Coletar, atualizar, organizar e socializar a legislação de ensino e de administração do pessoal;
(e) Organizar e atualizar a memória da escola;
(f) Providenciar junto à administração superior, recursos financeiros, materiais, físicos e humanos necessários à viabilização do P.P.P. da escola;
(g) Articular o processo de elaboração e atualização do regimento Escolar, garantindo o seu cumprimento;
(h) Contribuir para criação, organização e funcionamento das diversas Associações Escolares (A.P.P., Conselho Escolar, Organizações Estudantis etc).
(i) Contribuir para o acesso, permanência e sucesso de todos os educandos na escola, intervindo com sua especificidade de mediador, das condições necessárias à organização escolar, bem como seus desdobramentos para a qualificação do processo ensino-aprendizagem, através da composição, caracterização e acompanhamento das turmas, do horário escolar, listas de materiais, e de outras questões curriculares;
(j) Participar da elaboração, execução, acompanhamento e avaliação de projetos, planos, programas e outros, bem como encaminhar estes aos profissionais da escola;
(k) Promover pesquisas e estudos emitindo pareceres e informações técnicas na área da administração escolar;
(l) Desenvolver o trabalho de administração escolar, considerando a ética profissional;
(m) Prestar assessoria nas questões legais ligadas a serviço da secretaria;
(n) Participar de reuniões;
(o) Incinerar documentos obedecendo à prescrição oficial vigente;
(p) Manter sigilo sobre assuntos pertinentes ao serviço;
(q) Registrar e controlar diariamente a freqüência dos funcionários e professores;
Art. 5º – Os documentos existentes na Secretaria podem ser incinerados por observada a determinação do Diretor, após decorridos, no mínimo 02 (dois) anos de sua elaboração, legislação vigente.
Parágrafo Único – Para incinerar documentos deve ser lavrada Ata da qual conta a natureza, o ano letivo e outros dados significativos que permitam a segura identificação dos mesmos;
Art. 6º – Os documentos existentes na Secretaria que não podem ser incinerados são:
(a) Registros individuais do educando que contenham a síntese da escolarização, aprovação e conclusão da série ou curso;
(b) Livro-ponto e comprovantes funcionais indispensáveis para futuras buscas e certificações;
(c) Documentos, livros, registros relativos à oficialização e históricos da Unidade Escolar;
Art. 7º – Com a criação da Lei nº 11.114, de 16 de maio de 2005:
Parágrafo Único: É alterado os arts. 6º, 30º, 32º e 87º da Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996, com o objetivo de tornar obrigatório o início do Ensino Fundamental aos seis anos de idade.
Art. 8º – Em 6 de fevereiro de 2006, é criada a Lei nº 11.274 que:
Parágrafo Único: Altera a redação dos arts. 29º, 30º, 32º e 87º da Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, dispondo sobre a duração de 9 (nove) anos para o Ensino Fundamental, com matrícula obrigatória a partir dos 6 (seis) anos de idade.
Art. 9º – O acesso ao Ensino Fundamental é direito público subjetivo. A Constituição Federal, combinada com o Estatuto da Criança e do Adolescente, garante a matrícula no Ensino Fundamental para todos os educandos em idade escolar, bem como aos que não tiveram acesso à escola em idade própria.
Desta forma garantirá a matrícula em escola municipal próxima à residência do educando de acordo com os seguintes critérios:
a) o educando deverá ter 06 (seis) anos completos ou a completar até 31/03 do corrente ano, para ingressar no 1º Ano do Ensino Fundamental de nove Anos;
b) o educando deverá ter 07 (sete) anos completos ou a completar até 31/03 do corrente ano, para ingressar no 2º Ano do Ensino Fundamental de Nove Anos;
c) o educando retido na 1ª Série do Ensino Fundamental de Oito Anos, deverá ser reclassificado no 2º Ano do Ensino Fundamental de Nove Anos;
d) o educando do 1º Ano do Ensino Fundamental de Nove Anos com 75% de freqüência será promovido para o 2º Ano do Ensino Fundamental de Nove Anos.
SEÇÃO II

7.3 DOS SERVIÇOS GERAIS

Art. 10º – Os Serviços Gerais têm a seu cargo a Conservação e Limpeza da Unidade Escolar, Portaria e Vigilância.
Art. 11º – A coordenação, organização e supervisão dos Serviços Gerais compete ao Diretor.

SUBSEÇÃO – I

7.4 DOS SERVENTES

Art. 12º – O servente é a pessoa responsável pela limpeza geral da Unidade Escolar.
Art. 13º – Ao Servente compete:
(a) Zelar pela boa aparência da Unidade Escolar, a fim de proporcionar bem-estar a todos;
(b) Solicitar, com a devida antecedência, o material necessário à manutenção da limpeza;
(c) Executar a limpeza de todas as dependências, móveis, utensílios e equipamentos;
(d) Responsabilizar-se pela conservação e uso adequado do material de limpeza;
(e) Verificar, diariamente, as condições de ordem e higiene de todas as dependências da Unidade Escolar;
(f) Executar as tarefas que lhe forem atribuídas.




CAPÍTULO III

7.5 DOS SERVIÇOS TÉCNICO-PEDAGÓGICOS

SEÇÃO I

DO CORPO DOCENTE

Art. 14º – O Corpo Docente é constituído por professores devidamente habilitados, qualificados e registrados no órgão competente.
Art. 15º – Ao Corpo Docente compete:
(a) Participar da elaboração do Planejamento Geral da Unidade Escolar;
(b) Decidir em conjunto com a Direção e Coordenação Pedagógica a programação das atividades escolares em relação à turma que rege;
(c) Colaborar nos empreendimentos que concorram para o aperfeiçoamento das atividades curriculares;
(d) Trabalhar de forma integrada com a Coordenação Pedagógica;
(e) Avaliar o desempenho do educando quanto ao alcance dos objetivos;
(f) Cumprir as determinações da direção da Unidade Escolar;
(g) Participar das atividades do Conselho de Classe;
(h) Executar os programas curriculares;
(i) Cumprir os dias letivos fixados pela legislação vigente;
(j) Manter rigorosamente em dia a escrituração pertinente ao seu serviço;
(k) Promover as avaliações dos educandos atribuindo-lhes as notas nos prazos fixados no calendário;
(l) Manter, e fazer com que seja mantida a disciplina em sala de aula e fora dela, em cooperação com a Direção;
(m) Cumprir e fazer cumprir fielmente os horários e o calendário escolar;
(n) Planejar, executar e controlar a programação pela qual é responsável, a partir do Planejamento Geral da Unidade Escolar;
(o) Conhecer, cumprir e fazer cumprir as normas estabelecidas neste Regimento;
(p) Manter atualizados os diários de classe com anotações referentes à freqüência dos educandos, conteúdos desenvolvidos, resultados de avaliação e outros, encerrando-os convenientemente, para entregá-los à Secretaria, dentro do prazo fixado;
(q) Comparecer à Unidade Escolar nas horas de trabalho ordinário e nas de extraordinário, quando convocado executando as atividades que lhe competem;
(r) Cooperar em todas as atividades curriculares que visem à melhoria do processo educativo, à integração Escola-Família-Comunidade;
(s) Ser assíduo, pontual e manter conduta exemplar, de modo a influenciar positivamente seus educandos;
(t) Colaborar na disciplina geral da Unidade Escolar;
(u) Respeitar as autoridades superiores, mantendo atitude cordial com a Direção, colegas, educandos e funcionários da Unidade Escolar;
(v) Guardar sigilo sobre os assuntos da Unidade Escolar, respeitando sempre a ética profissional;
(w) Zelar pelo patrimônio da Unidade Escolar;
(x) Participar da Avaliação Global da Unidade Escolar.

SEÇÃO II

7.6 DOS SERVIÇOS DA COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA

Art. 16º – A nossa da Escola possui três coordenadoras pedagógicas.
Art. 17º – A Coordenação Pedagógica compete:
(a) Acompanhamento da freqüência do educando, conhecendo as causas e promovendo as orientações necessárias;
(b) Atendimento, acompanhamento e registro do atendimento permanente da comunidade em geral (questões pedagógicas) referente ao ensino-aprendizagem;
(c) Levantamento de educandos com dificuldades e necessidades para posterior encaminhamento;
(d) Levantar, sistematizar e dar acompanhamento aos educandos, com dificuldades e necessidades sócio-bio-psico-pedagógico encaminhando a outros especialistas, aqueles que exigirem assistência especial;
(e) Planejar, coordenar e participar de projetos e programas objetivando ao atendimento e acompanhamento do educando, no que se refere aos aspectos sócio-bio-psico-pedagógicos, numa ação interdisciplinar e comunitária preventiva;
(f) Participar do processo de integração da escola e comunidade atuando junto às famílias dos educandos através de reuniões, entrevistas, palestras educativas e visitas domiciliares, no sentido de orientar e promover maior integração e ação no processo educativo da Comunidade Escolar;
(g) Planejar e coordenar o Conselho de Classe com a participação da equipe pedagógica, fornecendo dados ou informações sobre os aspectos bio-psico-sócio-pedagógicos e culturais dos educandos, avaliando os resultados, encaminhando e acompanhando as decisões tomadas;
(h) Contribuir e garantir para o acesso e permanência de todos os educandos na escola, intervindo com sua especificidade de mediador na realidade do educando no currículo, mobilizando os professores para a alteração do processo ensino-aprendizagem através da composição, caracterização e acompanhamento das turmas, no horário escolar, listas de materiais e de outras questões curriculares;
(i) Coordenar a elaboração, execução, acompanhamento e avaliação de projetos, planos, programas e outros, objetivando o atendimento e acompanhamento do educando, nos aspectos que se referem ao processo ensino-aprendizagem, bem como o encaminhamento destes para outros profissionais que assim o exigirem;
(j) Coordenar, junto com os professores, da sistematização e divulgação das informações sobre o educando, para o conhecimento dos pais, e em conjunto, discutir os possíveis encaminhamentos;
(k) Coordenar junto aos professores do processo de identificação, de análise das causas e acompanhamento dos educandos que apresentam dificuldades na aprendizagem, visando o rendimensionamento da ação pedagógica;
(l) Promover e socializar pesquisas e estudos na área de orientação educacional;
(m) Desenvolver o trabalho, considerando a ética profissional;
(n) Orientar e acompanhar atividades de diagnóstico e verificação do rendimento escolar;
(o) Planejar e coordenar as atividades curriculares, no que concerne a: calendário escolar, composição de turmas, distribuição de carga horária, conselho de classe, recuperação de estudos em conjunto com o coletivo;
(p) Promover, incentivar e participar do constante aperfeiçoamento profissional dos educadores através de palestras, encontros, reuniões pedagógicas etc;
(q) Avaliar os resultados do Conselho de Classe em conjunto com o coletivo pedagógico da Escola e fazer os encaminhamentos que concerne às ações docentes;
(r) Discutir com a equipe gestora (Administrador, Orientador, Diretor e Professores), concepções de ensino aprendizagem, conteúdos, metodologia, avaliação;
• Planejamento através de projeto;
• Experiências didáticas e medidas pedagógicas;
• Recurso audiovisual
• Estratégia de avaliação de aprendizagem;
• Planos de recuperação de educandos;
(s) Analisar, avaliar, orientar e incentivar promovendo discussões com os docentes sobre o uso do material didático-pedagógico;
(t) Coordenar a análise qualitativa e quantitativa do rendimento escolar junto com o coletivo, visando reduzir os índices de evasão e repetências, qualificando o processo ensino-aprendizagem;
(u) Coordenar o processo de articulação das discussões do currículo junto com a comunidade escolar, sendo o medidor da ação docente, considerando a realidade do educando como foco /permanente de reflexão redirecionador permanente do currículo;
(v) Contribuir no planejamento, assessoramento e coordenação, juntamente com os outros integrantes da equipe gestora, quanto a: abertura do ano letivo, planejamento anual da escola, conselho de classe, reunião pedagógica, palestras, projetos e eventos;
● Orientar com o planejamento do professor;
● Acompanhar a metodologia, o processo avaliativo dos professores e contribuir com alternativas para superar as notas baixas e falta de interesse dos educandos;
● Auxiliar o professor quando o mesmo encontra dificuldades com os educandos, tendo a mediação do Orientador e se possível realizar encaminhamentos desde ambulatorial, visitas na comunidade, recursos alternativos (Escola Alternativa, Palestras);
● Pesquisa e aquisição de material didático-pedagógico;
● Intervenção em sala, entre outros.
(w) Realizar e/ou promover pesquisas e estudos emitindo pareceres na área de supervisão escolar, quando necessário;
(x) Estar atualizada com as mudanças no sistema de ensino, e discutir as alterações com os demais especialistas desta unidade de ensino, desde o administrador com a interpretação da legislação, como com o orientador e diretor.

SUBSEÇÃO I

7.7 DO MATERIAL DE ENSINO-APRENDIZAGEM

Art. 18 – O material de Ensino-Aprendizagem subsidia e complementa as atividades do processo ensino-aprendizagem.

Art. 19 – A organização e o funcionamento do material ensino-aprendizagem é da competência do Diretor e da Coordenação Pedagógica e colocado à disposição dos professores.

Parágrafo Único – Os professores e educandos deverão contribuir na confecção e enriquecimento do material ensino-aprendizagem.

CAPÍTULO IV

7.8 DO CORPO DISCENTE

Art. 20 – O Corpo Discente é constituído por todos os educandos matriculados na Unidade Escolar.
Art. 21 – O educando conta individualmente ou em grupo, com a atenção da

Direção, da Coordenação Pedagógica e de todos os Professores da Unidade Escolar.
Art. 22 – Na ocasião da matrícula, o educando assume o compromisso, através dos pais ou Responsáveis, de observar as disposições regimentais da Unidade Escolar, estando sujeito às sanções determinadas no Regimento.
Art. 23 – A ação da Unidade Escolar, como um todo, está voltada às atividades discentes.

TÍTULO IV

7.9 DA ORGANIZAÇÃO DIDÁTICA

CAPÍTULO I

ENSINO FUNDAMENTAL EM 08 ANOS E ENSINO FUNDAMENTAL EM 09 ANOS

Art. 24 - A nossa Unidade Escolar trabalha com a tabela de Equivalência dos Sistemas do Ensino Fundamental de 8 (oito) e 9 (nove) anos de duração.
Distribuídos em:
Sistema de 8 anos de duração (LDBEN Nº 9.394/96)
08 anos – 2ª série
09 anos – 3ª série
10 anos – 4ª série
11 anos – 5ª série
12 anos – 6ª série
13 anos – 7ª série
14 anos – 8ª série

Sistema de 9 anos de duração (Leis Federais Nº 11.114/05 e 11.274/06)
06 anos – 1º ano
07 anos – 2º ano
08 anos – 3º ano
09 anos – 4º ano
10 anos – 5º ano
11 anos – 6º ano
12 anos – 7º ano
13 anos – 8º ano
14 anos – 9º ano

CAPÍTULO II

7.10 DOS CURRÍCULOS E PROGRAMAS

Art. 25 – As atividades escolares constarão de aulas, demonstrações, palestras, exposições, exercícios ou trabalhos realizados em classe, em casa ou em outros locais adequados; tarefas e trabalhos práticos, pesquisas, atividades extra-classe, bem como outras que objetivam a formação integral do educando, além da recuperação paralela e da avaliação do rendimento escolar.
Art. 26 – Os programas serão organizados com objetivos, conteúdos e atividades, elaborados de acordo com a legislação e conforme especificações constantes deste Regimento.

Art. 27 – A programação curricular é elaborada cooperativamente pelo coletivo desta Unidade Escolar e, o currículo de 1º ano a 7ª série é desenvolvido sob a forma de atividades trabalhadas globalmente.

CAPÍTULO III

7.11 DO REGIMENTO ESCOLAR

Art. 28 – A Unidade Escolar adota o Ensino Fundamental em 08 e 09 anos.

SEÇÃO I

7.12 DO CALENDÁRIO ESCOLAR

Art. 29 – A Unidade Escolar organizará seu calendário a partir das atividades pré-estabelecidas pela Secretaria Municipal de Educação;
• A duração mínima do ano letivo para o Ensino Fundamental de 08 e 09 anos é de 800 (oitocentas) horas ou 200 (duzentos) dias letivos, incluindo conselhos de classe, reuniões pedagógicas e atividades esportivas e culturais desenvolvidas pela Unidade Escolar.
Parágrafo Único – O Estabelecimento de Ensino e a Comunidade Escolar deverão garantir, no mínimo, 800 (oitocentas) horas ou 200 (duzentos) dias de efetivo trabalho escolar.

SEÇÃO II

7.13 DA MATRÍCULA

Art. 30 – A matrícula dos educandos será feita de acordo com o plano de matrícula elaborado pela Secretaria Municipal de Educação.
A efetivação e controle de matrícula ficarão a cargo da pessoa designada pela direção da Unidade Escolar.
Art. 31 – A matrícula de educandos precedentes de países estrangeiros será permitida em qualquer série do Ensino Fundamental obedecendo a Legislação vigente.
Art. 32 – Para fazer a matrícula de um educando que não possui escolaridade anterior é aplicada a avaliação feita pela escola, a qual definirá a matrícula de acordo com o grau de desenvolvimento e experiência do candidato, que permita sua inscrição no ano/série adequado.
Art. 33 – Para reclassificar um educando que apresenta atraso escolar, com defasagem de no mínimo 2 (dois) anos na relação série/ano e idade, é aplicado o previsto na alínea b inciso V, artigo 24 da LDBEN 9.394/96.
Art. 34 – Será aplicada uma avaliação feita pela escola ao educando que tem a possibilidade de avançar para outra série/ano.
Art. 35 – Para o educando acelerado, a escola deve assegurar uma proposta pedagógica que propicie condições para que o educando acompanhe a série/ano que foi incluído, sem causar prejuízo ao processo ensino-aprendizagem deste educando.
SEÇÃO III

7.14 DA TRANSFERÊNCIA

Art. 36 – A transferência é concedida em qualquer época do ano.
Ao conceder a transferência, a Unidade Escolar obriga-se a fornecer ao educando a Documentação necessária à legislação de sua vida escolar, (no prazo máximo de 30 (trinta) dias.
A Direção da Unidade Escolar será responsável pela efetivação e controle da transferência.
Para que se efetive a transferência, o educando deverá apresentar a seguinte documentação:
(a) Histórico Escolar;
(b) Ficha individual do educando;
(c) Atestado de Vaga
(d) Certidão de Nascimento (fotocópia)
Art. 37 – A transferência de educandos procedentes de países estrangeiros far-se-á de acordo com a Legislação Vigente.

SEÇÃO IV

7.15 DA FREQÜÊNCIA

Art. 38 – A freqüência às aulas e a todas as atividades escolares é obrigatória e apurada permitida somente aos educandos devidamente matriculados na Unidade Escolar, sendo do primeiro ao último dia letivo previsto.
Art. 39 – Ter-se-á como aprovado quanto à assiduidade:
(a) O educando de freqüência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento).
(b) Poderá ser dispensado da freqüência regular as aulas, o educando que se encontra na situação prevista na legislação em vigor, enquanto perdurar comprovadamente a situação excepcional.
Art. 40 – Os exercícios, provas, testes, trabalhos decorrentes das disciplinas, áreas de estudo ou atividades, poderão ser executadas pelo educando no seu domicílio, quando enquadrado no artigo anterior.
Art. 41 – O tratamento previsto no artigo anterior não poderá ser aplicado se a situação excepcional do educando perdurar por todo o período letivo e de recuperação, quando então será considerado reprovado.

7.16 DA ORGANIZAÇÃO DISCIPLINAR

CAPÍTULO I

DO CORPO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO E DOCENTE

Art. 57 – Pela inobservância de seus deveres o Corpo Técnico-Administrativo e Docente estão sujeitos às penalidades previstas no Estatuto dos Funcionários Públicos Municipais.

CAPÍTULO II

7.17 DO CORPO DISCENTE

SEÇÃO I

DOS DIREITOS

O Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei No. 8069 de 13 de julho de 1990 determina:
.Art. 7o. – A criança e o adolescente têm direito à proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.
Art. 15 – A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.
Art. 19 – Toda criança ou adolescente têm direito a ser criado e educado no seio da sua família e excepcionalmente em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes.
Art. 53 – A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-lhes:
I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II – direito de ser respeitado por seus educandos;
III – direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores;
IV – direito de organização e participação em entidades estudantis;
V – acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência;
Parágrafo único – É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais.
Art. 54 – É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente:
I – ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria;
IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade;
VII – atenimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.
Art. 60 – É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz.

SEÇÃO II

7.18 DOS DEVERES

Art. 60 – São deveres dos educandos:
(a) Respeitar e cumprir as normas regimentais da Unidade Escolar;
(b) Comparecer assíduo e pontualmente a todas as atividades curriculares;
(c) Zelar pela conservação do prédio, mobiliário e equipamentos, responsabilizando-se pelos danos causados, individualmente ou em grupo;
(d) Cooperar na manutenção da ordem e higiene do ambiente escolar;
(e) Ter adequado comportamento social, preservando o nome da Unidade Escolar;
(f) Tratar com cordialidade e respeito a direção, especialistas, professores, funcionários e colegas;
(g) Informar aos pais as comunicações da Unidade Escolar;
(h) Cumprir com suas obrigações escolares.
Art. 61 – É vetado ao educando:
(a) Desrespeitar as instruções disciplinares e deixar de cumprir seus encargos escolares;
(b) Ocupar-se durante as aulas com qualquer atividade estranha às mesmas;
(c) Entrar e sair das aulas, sem a permissão do professor;
(d) Ausentar-se da Unidade Escolar durante as atividades curriculares, sem a devida licença do Diretor ou seu representante legal;
(e) Rasurar boletins, ou outros documentos referentes à sua vida escolar, bem como falsificar assinaturas;
(f) Usar, sem a devida autorização, o nome da Unidade Escolar para qualquer tipo de propaganda, campanha ou promoção;
(g) Utilizar-se de livros, impressos, gravuras e escritos imorais ou subversivos, bem como de armas ou objetos considerados perigosos;
(h) Praticar jogos de azar, ingerir e ou distribuir tóxicos e bebidas alcoólicas;
(i) Praticar ato ofensivo à moral e aos bons costumes;
(j) Fumar no recinto da Unidade Escolar;
(k) Uso de boné e celular dentro de sala de aula e em outras dependências da Unidade Escolar, conforme foi acordado na Reunião de Abertura do ano letivos com os educadores.




SEÇÃO III

7.19 DAS PENALIDADES

Art. 62 – Pela inobservância de seus deveres, os integrantes do Corpo Discente são passíveis das seguintes penalidades:
(a) Orientação Verbal;
(b) Advertência oral e escrita, devendo esta vir assinada pelos pais;
(c) Uma Segunda advertência assinada pelos pais solicitando a presença dos mesmos.
Art. 63 – A aplicação das penalidades previstas neste Regimento compete:
(a) Orientação Verbal; ao Diretor, ou Coordenação Pedagógica e Professor;
(b) Primeira Advertência; ao Diretor ou Coordenação Pedagógica e Professor;
(c) Segunda Advertência; ao Diretor e Coordenação Pedagógica;
(d) Encaminhamento ao Conselho Tutelar.

TÍTULO VI

7.20 DOS ÓRGÃOS COLEGIADOS

CAPÍTULO I

DO CONSELHO DE CLASSE

Art. 64 – O Conselho de Classe é o órgão coordenador e avaliador da ação educacional. Seu preparo, execução e êxito, exigem previamente que cada uma das partes envolvidas se comprometa a atingir o mesmo objetivo.
Art. 65 - O Conselho de Classe desta Unidade Escolar será realizado pela Direção, Coordenação Pedagógica e Professores, nos períodos que antecedem ao registro definitivo da nota do educando.
Art. 66 – A realização do Conselho de Classe tem por objetivo:
(a) Debater o aproveitamento global e individualizado das turmas;
(b) Analisar a causa do baixo e alto rendimento das turmas;
(c) Estabelecer o tipo de assistência aos educandos com baixo rendimento;
(d) Promover a forma de recuperação de estudos aos educandos com baixo rendimento;
(e) Fixar a metodologia e recursos a serem empregados nas atividades de apoio, de forma que se realizem os reajustes necessários a cada caso;
(f) Diagnosticar os educandos com dificuldades na aprendizagem e conduta;
(f) Conscientizar o professor da importância da constante auto-avaliação das atividades docentes, possibilitando o replanejamento dinâmico, tornando assim mais eficiente o processo ensino-aprendizagem.
Art. 67 – O Conselho de Classe será composto:
(a) Pelo Diretor da Unidade Escolar;
(b) Pela Coordenação Pedagógica;
(c) Pelos professores da turma;
Art. 68 – Atribuições dos integrantes do Conselho de Classe:
(a) Ao Diretor compete:
• Presidir o Conselho de Classe;
• Apoiar e colaborar com as decisões do Conselho de Classe;
• Orientar e assistir o professor na ausência da Coordenação Pedagógica.
(b) A Coordenação Pedagógica compete:
• Coordenar e planejar as reuniões do Conselho de Classe;
• Orientar os professores quanto à sistemática de avaliação adotada:
• Avaliar os resultados do Conselho de Classe encaminhando e acompanhando as decisões tomadas;
• Fornecer informações sobre aspectos bio-psico-sócio-pedagógico e cultural dos educandos;
• Registrar em ata as decisões tomadas pelo Conselho de Classe;
• Informar, esclarecer e controlar registros pertinentes à Secretaria da Unidade Escolar.
(c) Aos Professores da turma compete:
• Considerar cada educando uma pessoa com características próprias, observando suas potencialidades, habilidades, dificuldades, necessidades, limitações e interesses;
• Dar informações objetivas do aproveitamento escolar;
• Propor medidas preventivas e terapêuticas referentes aos problemas levantados;
• Auto-avaliar o desempenho pedagógico.

CAPÍTULO II

7.21 DA ASSOCIAÇÃO DE PAIS E PROFESSORES

Art. 69 – A Associação de Pais e Professores tem por finalidade a integração escola-comunidade, como órgão cooperador e de atuação junto à Unidade Escolar e sua organização e funcionamento. São regulados por estatuto padrão constituído por representantes de diversas A.P.
Art. 70 – A Associação de Pais e Professores é composta de pais ou responsáveis legais, professores da Unidade Escolar e pessoas da Comunidade.
Art. 71 – Adotado o Estatuto-padrão, a Associação de Pais e Professores rege-se por normas próprias, de acordo com a nossa Unidade Escolar.
Art. 72 – Associação de Pais e Professores é o órgão que atua em conjunto com a Direção da Unidade Escolar.

TÍTULO IV

7.22 DO REGISTRO, ESCRITURAÇÃO E ARQUIVOS ESCOLARES

CAPÍTULO I

DO REGISTRO E DA ESCRITURAÇÃO

Art. 73 – O registro dos atos escolares, relativos ao educando e à Unidade Escolar, serão escriturados em livros, fichas próprias ou outros documentos.

Art. 74 – Os livros deverão ter termos de abertura e encerramento e suas páginas rubricadas pelo Diretor.
Art. 75 – Serão autênticos os documentos que tiverem a assinatura e número de autorização do Diretor com seu respectivo carimbo.
Art. 76 – A Unidade Escolar deve manter, dentre outros, os modelos e orientações de livros determinados pela Secretaria Municipal de Educação.
Parágrafo Único: As Unidades Escolares têm em seu arquivo a relação dos livros com a finalidade e utilização dos mesmos.
Art. 77 – A Unidade Escolar deve manter, dentre outros, as seguintes fichas ou documentos:
(a) Histórico Escolar;
(b) Ficha de Matrícula;
(c) Diário de Classe;
(d) Boletim do educando.
Parágrafo Único: A execução do preenchimento dos documentos acima mencionados é de responsabilidade da Secretaria da Unidade Escolar, com exceção dos Diários de Classe, que é de responsabilidade do professor.

CAPÍTULO II

7.23 DOS ARQUIVOS ESCOLARES

Art. 78 – Os arquivos Escolares têm como finalidade garantir a memória da Unidade Escolar e a retenção de informações. É constituído pelos arquivos vivo e morto. O arquivo deve ser organizado de forma prática, permitindo assim, a rápida localização dos documentos.




8. PROPOSTA PEDAGÓGICA

No sentido de localizar o estágio de desenvolvimento em que se encontram os alunos de nossa escola, ou seja, desde o Pré-Escolar até o Ensino Fundamental de Nove Anos, nos apoiamos nos estudos de Piaget.
Conforme Piaget, podemos conceituar o desenvolvimento como um processo de equilibração progressiva que tende para uma forma final, que é a conquista das operações formais (RAPPAPORT, 1981, p.63).
Piaget observou ao longo de sua vida que existem formas diferentes de interagir com o ambiente nas diversas faixas etárias, que ele denominou estágios. As determinadas faixas etárias correspondem alguns tipos de aquisições mentais que orientam a atuação da criança em seu meio. Assim, a inteligência da criança irá se construindo à medida que amadurece física e psicologicamente, estimulada pelo ambiente físico e social.
A criança é o agente de seu próprio desenvolvimento e irá construí-lo a partir da maturação, estimulação do ambiente físico, aprendizagem social e tendência ao equilíbrio.
Segundo Rappaport, o desenvolvimento para Piaget irá seguir determinada forma de equilíbrio, que dependem das construções anteriores, mas dela se distinguem (RAPPAPORT, 1981, p.64).
São quatro estágios de desenvolvimento propostos pro Piaget:
1) Estágio sensório-motor (0-2 anos): Nesse estágio o bebê conhece o mundo por meio dos seus sentidos e atos motores.
2) Estágio pré-operatório (2-7 anos): Nessa fase a criança estará desenvolvendo a linguagem e a capacidade de formas e esquemas simbólicos. A criança é egocêntrica, tem uma visão da realidade que parte do próprio eu.
3) Estágio operatório-concreto (7-12 anos): Esse período será marcado por grandes aquisições intelectuais e crescente incremento do pensamento lógico. A criança irá sentir necessidade de explicar logicamente suas idéias e ações. Entende tanto a operação direta como a inversa, fazendo parte de um mesmo sistema.
4) Estágio das operações formais (12 anos em diante): A inteligência da criança manifesta progressos notáveis e será capaz de formar esquemas conceituais abstratos, como amor e justiça. Adquire capacidade para criticar os sistemas sociais e propor novos códigos de conduta (Piaget, 1990).
Conhecemos essas estruturas, podemos nos organizar para que a relação ensino-aprendizagem ocorra de forma satisfatória.
Caberá ao gesto, sua equipe e educadores, criarem um Projeto Político Pedagógico tendo como eixos norteadores o dialogo, a construção coletiva das regras de convivência e o cumprimento das regras construídas pelo grupo.
De acordo com os Conteúdos Programáticos da SEMED quanto às séries finais de 5a. a 8a. Séries, seguem alguns objetivos gerais das diversas matérias.
Em Língua Portuguesa, o objetivo geral é criar condições para que o aluno desenvolva sua competência comunicativa, discursiva, sua capacidade de utilizar a língua de modo variado e adequado às diferentes situações, contexto e práticas sociais, refletindo sobre os textos que lê e escreve, escuta e fala, concebendo-os como manifestações sociais.
Em Matemática, os objetivos gerais seriam:
- desenvolver a capacidade de fazer matemática construindo conceitos e procedimentos, formulando e resolvendo problemas;
- integrar os vários eixos temáticos da Matemática entre si e com outras áreas do conhecimento;
- perceber que os conceitos e procedimentos matemáticos são úteis para compreender o mundo e, compreendendo-o, poder atuar melhor nele;
- pensar logicamente, relacionando idéias, estimulando a curiosidade e a criatividade na solução de problemas;
- observar sua presença no dia-a-dia;
- formular e resolver situações-problema;
- comunicar-se de modo matemático.
Em relação a Língua Inglesa o objetivo geral seria levar o aluno a comunicar-se, de maneira adequada, utilizando diversas linguagens, em diferentes situações do seu cotidiano.
Os objetivos gerais de História e Geografia, entre outros, seriam:
- oferecer condições para que o aluno seja capaz de compreender os mecanismos de aprendizagem e de elaborar conhecimentos;
- contribuir para que o aluno se torne um sujeito autônomo e crítico, capaz de apresentar reflexões fundamentadas;
- integrar o educando à sua realidade histórica social;
- perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente.
Em Artes, os objetivos gerais seriam proporcionar experiências que contribuam para o crescimento integrado do educando; permitir aos alunos criar produtos artísticos,avaliando e entendendo a produção artística como importante meio de expressão do ser humano; levar o aluno a observar a arte como algo importante no registro de um fato histórico e de outras expressões artísticas.
Os objetivos gerais em Ciências seriam desenvolver, por meio da educação científica o entendimento dos fenômenos do mundo físico e biológico e dos aspectos ambientais necessários para a manutenção da vida, além da compreensão dos processos de produção do conhecimento humano e da tecnologia, suas aplicações, conseqüências e limitações; propor, via formação científica, uma compreensão do mundo muito mais completa e interessante, conduzindo os alunos para a utilização dos conhecimentos adquiridos, integrados a valores éticos que os auxiliem na tomada de decisões e na sua emancipação social e cultural.
Para atingir seu objetivo educacional, a Educação Física deve considerar os aspectos cognitivos, afetivo-sociais e psicomotores a serem desenvolvidos em cada faixa etária; adotar atitudes de respeito mútuo, dignidade e solidariedade na prática de atividades físicas e esportivas; propiciar vivências e experiências de solidariedade, cooperação e superação; propiciar de forma prazerosa a prática de atividades corporais e esportivas; adequar atendimento aos portadores de necessidades educativas especiais.
Tendo em vista esses objetivos gerais, os professores do Ensino Fundamental, em seus Planos de Curso visam adequar os objetivos específicos e conteúdos e estratégias para atingir suas metas.







9. PROPOSTAS DE SOLUÇÕES

Para tornar o Projeto Político Pedagógico viável, é necessária uma tomada de posição. Sempre seguida de reflexão.
É necessária uma ação individual de membros da equipe da escola, com destaque na fase do diagnóstico e nas demais em que for convocado para opinar quanto aos projetos amplos. Compete aos professores elaborarem o seu plano pedagógico,dando destaque às competências e habilidades que buscarão constituir com os seus alunos.
È também necessária a mobilização de grupos com até sete elementos, indicados pelos pais e pela direção, que se tornarão o gestor do processo, responsabilizando-se pela formalização e pela execução do projeto. Este grupo deverá ser constituído de professor, de representante de funcionários, de pais, de alunos e da direção.
Junto com o projeto, vai se ordenando o Regimento, incorporando-lhe as decisões decorrentes dos debates efetuados.
Finalmente, a realização de um plenário, reunião com todos os membros da escola, para ouvir, para opinar e para julgar as propostas feitas pelo grupo gestor, votando-se as metas, os objetivos e as ações relativas aos currículos e aos planos.
A programação é a etapa que encerra o conjunto de ações a serem executadas para diminuir a distância entre o que foi diagnosticado e a realidade pretendida.

10. METAS

As metas traçadas constituem o resultado mais relevante que se espera alcançar. Quatro eixos devem ser incluídos como prioritários na formulação,para garantir-se as linhas de ação: os integrantes ou membros da instituição que deverão ser objeto de forma efetiva nas atividades da escola:
• Corpo docente: incluído em meta que visem à melhoria da ação pedagógica pela execução de programas de educação continuada, a serem efetuados ao longo do ano letivo, pela constituição de grupos de estudo, com temas definidos pela necessidade diagnosticada. Atividades voltadas para a abordagem da interdisciplinaridade, nas quais o grupo efetue discussões e defina propostas para delimitar subprojetos que garantam a contextualização e a transposição didática, devem ser constantes. Oficinas a serem realizadas na parte diversificada do currículo, temas a abordar de forma transversal e outros projetos podem ser definidos pelos professores.
• Corpo discente: metas que permitam, ao longo do ano, a execução de atividades que tenham caráter pedagógico,de cunho artístico, esportivo cultural e assistencial com vistas a aproximar o aluno da realidade em que vive, de modo a formá-lo como cidadão e atendendo-o em suas diferenças e nos dons especiais que determinam os seus interesses. Oficinas de arte, de rádio, jornais, feiras e outras atividades de caráter assistencial e voluntário são excelentes.
• Pais: execução de metas com vistas à promoção de maior participação dos pais no projeto, pela realização de reuniões,eventos culturais e esportivos, nos quais se inclua a discussão do projeto, da escola e seu papel, e ainda se decida como os temas transversais serão abordados. Os temas transversais abordam e tratam as questões ligadas à sexualidade, ao consumo, ao ambiente, à prevenção ao uso de drogas, à saúde, à ética, violência contra a mulher e crianças, consciência negra e à pluralidade cultural que representam necessidades contemporâneas e que constituem hoje a maior preocupação das famílias.
• Comunidade: metas que viabilizem a integração da escola na comunidade pela realização de projetos de car´ter assistencialista, de proteção ao ambiente entre outras definidas pelo contexto sociocultural e de acordo com os temas transversais eleitos ou das áreas a atingir devem ser executadas.

11. OBJETIVOS

11.1 Objetivo geral

Reorganizar a escola, de modo que haja uma conscientização de todos os seus membros no sentido de intervir na realidade que a cerca, e depois que o planejamento concebido e elaborado na forma correta, represente uma mediação para a mudança.

11.2 Objetivos Específicos

● Reorganizar o currículo adequando-o à realidade do educando;
● Complementar o material escolar básico dos educandos carentes;
● Procurar ajuda de apoio psicopedagógico, psicológico e fonoaudiológico aos educandos com dificuldades acentuadas de aprendizagem;
● Promover a valorização dos educadores e funcionários, visando a melhoria da qualidade dos serviços prestados;
● Expandir e melhorar a rede física para atender a crescente demanda do Ensino Fundamental, priorizando as áreas de maior carência;
● Oportunizar a integração Escola X Família X Comunidade;
● Explorar as funções e possibilidades dos audiovisuais (televisão e vídeo) no desenvolvimento das atividades curriculares.


12. METODOLOGIAS DE AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

Ao interferir no sentido de corrigir falhas, o grupo gestor está exercendo a sua responsabilidade e avaliando, ao comparar, ao analisar o que se realizou, tomando como parâmetros o que se delineou como desejado., expressos nas metas e nos objetivos. Não se espera a conclusão do projeto para avaliar os seus resultados, pois a avaliação se faz presente e necessária ao longo do processo para se retomar a caminhada. Será uma avaliação permanente que combina dois momentos inseparáveis: produtos e processos.
A avaliação do alcance de resultados do projeto poderá ser feita pela realização de atividades como:
• Reuniões para análise de resultados;
• Supervisão direta do grupo gestor quanto a resultados e a atividades;
• Entrevistas, utilização de questionários para manter o diagnóstico vivo e em processo permanente.
• Avaliação do resultado de cada atividade, como os cursos de educação continuada, momentos com alunos,programação com pais e comunidade.
• Análise de resultados escolares de alunos e de suas turmas.
• Análise e acompanhamento de situações ligadas ao desempenho de alunos, aos resultados de avaliações, à melhoria de relações interpessoais de alunos com professores, alunos com alunos.
Enfim, deverão ser avaliados a escola, o desempenho individual e coletivo de seus integrantes, pelas mudanças constatadas na estrutura, na tecnologia e na cultura da nossa instituição.

13. CRONOGRAMA

Curto prazo:
Já iniciamos,desde o primeiro dia de aula, a aplicação de questionários, em primeiro lugar com os alunos e depois com os pais, na 1a. Assembléia de Pais que foi realizada em nossa escola no dia 11 de março.
No questionário com os alunos, fizemos as seguintes perguntas:
• Como vejo a minha escola?
• Do que gosto nela?
• Do que não gosto?
• Que atividades devem continuar a ser executadas por ela?
• O que gostaria de mudar na minha escola?
• O que gostaria que não mudasse?
• De quais aulas mais gosto?
• De que aulas não gosto?
No questionário com os pais fizemos as seguintes perguntas:
• Como vocês percebem a escola?
• Que deficiências percebem nela?
• Que qualidades lhe atribuem?
• Como percebem o trabalho dos professores?
• Como vêem a ação da direção e da secretaria?
• Os objetivos e as ações têm sido coerentes?
• Como você percebe a escola? Os assuntos escolares atendem à sua expectativa?
• As atividades extracurriculares são adequadas?
• Como a escola tem acompanhado as exigências do mercado de trabalho?
• Que língua estrangeira gostaria que seu filho estudasse?
• Que matérias sugerem para o currículo?
Esses questionários estão sendo tabulados e serão depois estudados numa próxima reunião a ser marcada. Acreditamos que com as respostas dadas por pais e alunos começaremos a conhecer um pouco seus gostos e expectativas.
Em nossa 1a. Reunião Pedagógica também colocamos para a nossa equipe a importância do pensar constante em termos de Projeto Político Pedagógico, a fim de que todas as nossas ações sejam direcionadas para a sua constante renovação.
Os professores estão entregando os seus Planos de Curso onde procuram dar destaque às competências e habilidades que buscarão construir com seus alunos.
Médio prazo:
Formação de grupos maiores, indicados pelos pais e pela direção que se tornarão responsáveis pela execução do projeto.
Reunião com os pais para sabermos mais detalhes sobre as famílias como profissão, nível de escolaridade dos pais, renda familiar, número de filhos e se a moradia é própria ou alugada entre outros.
Longo prazo:
Realização de um plenário com todos os membros da escola para ouvir, dar sua opinião e julgar as propostas feitas pelo grupo anterior, onde serão votados os objetivos e as ações que dizem respeito ao currículo e aos planos.
Estamos planejando a verificação de recursos materiais e humanos de que já dispomos e daqueles que iremos necessitar conforme os objetivos que irão sendo propostos.

14. CONCLUSÃO

É importante ressaltar que o fato de se ter um projeto na escola por si só não garante a caminhada rumo às mudanças. É preciso que o grupo assuma o projeto como seu.
É preciso também tomar o projeto como um planejamento revestido de flexibilidade e de dinamismo. A escola é uma instituição viva. Rumos diferentes, às vezes, deverão ser seguidos, ainda que não constem do programa e que, a cada ano, as metas deverão ter o seu alcance analisado. Esses novos rumos são decididos a partir do diagnóstico permanente.
Ainda que a LDB determine a existência do projeto, a obediência à lei e à sua exigência legal não é suficientes para dar-lhes consistência e importância. O seu significado decorre do processo de gestão democrática em que for efetivado e executado.
A coerência entre o plano global da instituição escolar e o de cada professor são importantes para a validade de ambos.
Também é importante verificar como a teoria pedagógica está dando suporte ao processo ensino-aprendizagem.
As diferenças de opiniões devem ser encaradas como prova de competência e amadurecimento e só servirão para enriquecer o processo.
O projeto político pedagógico e o regimento escolar devem ser feitos de forma simultânea, pois juntos eles são legitimadores e representam a instituição.
Também é muito importante a sensibilização do professor que é um profissional que deve rever sempre os fundamentos teórico-metodológicos que dão sustentação à sua prática, visualizando o papel da escola , e nela, o do seu próprio papel.

Comissão responsável pela elaboração do Projeto Político Pedagógico:

Marita Lopes – Diretora
Ingelore Techentin Pacheco – Coordenadora Pedagógica
Marly Therezinha de Mello Oliveira – Coordenadora Pedagógica
Nara Denise Maders Martins – Coordenadora Pedagógica
Liliane Schaefer Lenzi – Agente Administrativo

Colaboradores:

Toda a equipe da Escola Básica Municipal “Pastor Faulhaber” e comunidade escolar.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Acúrcio M, Andrade R. A gestão da escola. Porto Alegre: Artmed, 2004.

Cardoso, C.J. Da oralidade à escrita: a produção do texto narrativo escolar. Cuiabá: Universitária, 2000.

Fortuna, T.R. Indisciplina escolar: da compreensão à intervenção. In: Xavier, M.L. (Org.) Disciplina na escola: enfrentamentos e reflexões. Porto Alegre: Mediação, 2002

Morales Ascencio, H. Escuela Exílio. Revista E.Psicológica. Buenos Aires, n. 3, 1995.

Parâmetros Curriculares Nacionais/ Adaptações Curriculares , 1998.

Perrenoud, P. A Pedagogia na escola das diferenças. Porto Alegre: Artmed, 2001.

Perrenoud, P.Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens – entre duas lógicas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.

Piaget, J. Epistemologia Genética. São Paulo: Livraria Martins Fontes Editora Ltda, 1990.

Rappaport, C.R.& Fiori, W. R. & Davis C. Teorias do desenvolvimento. São Paulo: Pedagógica e Universitária Ltda, 1981.

Soares, M. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.

Responsáveis pelo PPP: Direção/Coordenação e equipe doscente.
Lembrando que este texto foi editado em 2009. Quaisquer alterações, ainda serão registradas aqui.








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