27 de setembro de 2010

PRESERVAR PARA USUFRUIR

Copos de papel são alternativa sustentável para copos descartáveis
fONTE:
http://atitudesustentavel.uol.com.br/blog/2010/09/23/copos-de-papel-sao-alternativa-sustentavel-para-copos-descartaveis/

Ecopos são feitos com fibras certificadas e diminuem a poluição e desperdício de água Por Gisele Eberspächer às 15h55 de 23/09/2010Os copos ecológicos, feitos com um papel e um pequeno revestimento plástico, já existem em países asiáticos há pelo menos 10 anos. Agora, a tecnologia foi importada e o produto é feito no Brasil pela empresa Ecopos.


A caixa de 250 ecopos é ideal para empresas e lugares públicos. (Foto: Divulgação)
Os copos são uma espécie de envelope com nove centímetros de altura por seis de comprimento. A capacidade de cada um é de 65 mililitros. Além de diminuírem consideravelmente a quantidade de lixo produzida e de ocuparem menos espaço para armazenamento e transporte, os ecopos podem ser utilizados mais de uma vez.

Os produtos são feitos com papel de fibras virgens (para evitar qualquer tipo de contaminação do material) reflorestadas e sem corantes.

O gerente Stephano Shin comenta que como a embalagem é pequena, os ecopos podem também ajudar a evitar o desperdício de água.

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“Muita gente enche copos e acaba não consumindo tudo. Com copos menores, isso acontece menos. E quem quiser, pode sempre repertir”, comenta Stephano.

Além disso, o gerente comenta que muitos clientes perguntam se é possível usar os copos para bebidas quentes. Como o copo é feito de papel e é fino, o líquido poderia queimar a mão de quem segurasse. Além disso, a empresa ainda não conseguiu aumentar a capacidade dos copos – se for maior, acaba não ficando firme o suficiente e pode desmontar.

Localizada em São Paulo, a empresa produz os ecopos convencionais e também pode imprimir a logo de empresas.

dica de site
http://www.porumplanetamaislimpo.com.br/pt-br/
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Minha casa sustentável

Construir uma residência sustentável exige muitas atenções, mas o investimento e as mudanças de hábitos valem a pena Por Gustavo Ribeiro às 23h50 de 14/07/2010É difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido a música Casa, de Vinícius de Moraes. Aqueles versos singelos com uma musicalidade infantil não fogem do nosso imaginário. Mas vale a lembrança daquela casa do poeta, que era muito engraçada, não tinha teto, não tinha chão, não tinha parede e nem sequer penico, não tinha nada. Muito mais que uma casa sem nada, ela esconde um fascínio de um verdadeiro lar que precisa e implora para ser construído e habitado. E se for permitida um pouco mais de licença poética, essa casa é extremamente sustentável, já que tem um impacto nulo na natureza. Uma casa feita com muito esmero pode ser a do pensamento de Vinícius de Moraes, mas também pode ser a sua, e ainda por cima, sustentável.

Quando o administrador de empresas Rubem Höher Junior decidiu construir sua casa e sair de um apartamento, ele e os arquitetos se debruçaram por mais de um ano em um projeto que fosse viável e que tratasse com cuidado os recursos naturais que seriam utilizados. Na pauta, foram acrescentados os possíveis pontos de trabalho, como energia solar, reutilização de água, revestimentos, pisos, acabamentos que garantissem facilidade de limpeza, e até mesmo o material dos móveis.


Casa de Rubem Höher Junior (Foto: Realiza Arquitetura)
Já construída, a casa de Rubem é um bom exemplo para mostrar as diversas áreas em que podem ser aplicadas técnicas e pensamentos sustentáveis. Um fator que o administrador salienta é a baixa utilização de lâmpadas, principalmente durante o dia. “O papel dos arquitetos foi muito importante na questão da iluminação natural. Praticamente mesmo nos dias nublados e escuros, passamos o dia todo sem a necessidade de acender as luzes”, conta. Mas não para por aí. Ainda na questão de energia, ela é garantida através de placas solares e gás. Os vasos sanitários têm válvulas com diferentes ajustes para volume de água, dependendo da necessidade da descarga.

Outro fator que se destaca é a escolha dos materiais de revestimento e de móveis. “Com materiais bem escolhidos existe uma facilidade de limpeza. Não precisamos, por exemplo, usar aspirador de pó, que utilizaria muita energia. Além disso, alguns revestimentos não precisam de muita água para serem limpos”, explica Rubem, que atenta para o fato de que 80% dos móveis de sua casa são de madeira de demolição ou com certificação. E no jardim, o revestimento permite a permeabilização da água. Assim, mesmo que chova, a água consegue penetrar no solo e ter um impacto ambiental menor. “Por menos que seja isso, é importante”, ressalta.


Projeto aproveitou ao máximo a iluminação natural (Foto: Realiza Arquitetura)
O que Rubem ainda não tem em sua casa, mas que foi discutido no projeto, é o reuso de água da chuva. “Sentimos que havia uma certa distância entre o mundo teórico correto e sustentável e a prática”, conta. Por outro lado, o empresário Henrique Ten não hesitou e conseguiu realizar em sua casa um sistema de captação de água de chuva, mas não foi fácil. “Foi feita uma calha de concreto armado para captar toda a água do telhado. Foi uma obra difícil e que exigiu bastante pesquisa”, lembra. Mas além da consciência ambiental que motivou Henrique a ter esse sistema, o bolso também agradeceu. “Com esse sistema, o consumo de água em casa diminuiu em média 30%”, calcula. Só que Henrique não se limitou à questão de água e se preocupou também com a energia. Por isso decidiu instalar um sistema de placas solares para ter energia limpa em sua casa.

Marcia Mikai, arquiteta e sócia da Pentagrama Projetos em Sustentabilidade, morava em uma casa alugada que tinha sérios problemas de conforto no inverno, sem contar algumas áreas que não tinham isolamento térmico adequado. Quando ela se deparou com uma residência de 40 anos que nunca havia sido reformada, não pensou duas vezes e optou por construir uma que tivesse preocupações com o meio ambiente. “É importante, para mim, morar em um espaço que contém os procedimentos que aplico profissionalmente. Principalmente em sustentabilidade, acho incoerente praticar ‘faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço’”. O projeto da casa foi desenvolvido para adaptação da arquitetura para as necessidades da família e com ênfase em conforto ambiental e eficiência energética.


Marcia Mikai usou madeira de demolição para a porta e lembranças de viagens para o revestimento do lavabo (Foto: Gui Morelli)
O cuidado de Marcia começou logo na demolição da casa antiga, já que a ideia era utilizar grande parte dos resíduos na nova construção. “Os resíduos metálicos e plásticos foram destinados para reciclagem, os azulejos transformaram-se em matéria prima para mosaicos para o banheiro das crianças, lavanderia e banho de empregada. Parte do entulho foi utilizada para a construção do muro da fachada, pedras foram reaproveitadas para a fonte e tacos de madeira foram retirados para impermeabilização e reaproveitados em novas áreas”, explica.

Na fase de construção, foi levado em conta um sistema para aproveitamento de água de chuva, aquecimento de água por energia solar, válvulas de descarga de duplo acionamento, metais sanitários de vazão reduzida, luminárias com lâmpadas compactas, fluorescentes e leds, novos eletrodomésticos com selo Procel e telhado com telhas de cor clara para minimizar o efeito ilha de calor. Tudo bem pensado pela arquiteta, que também levou para o paisagismo e interior da casa as práticas sustentáveis.

“A maior parte do mobiliário veio de herança de família, o que é novo foi encomendado com madeiras e subprodutos com selo FSC, a porta de entrada foi executada com madeira de demolição e a parede do lavabo foi revestida com papéis de lembrança de viagens”, lista Marcia. No lado de fora, as plantas existentes na edificação anterior foram preservadas durante a obra e transplantadas, além de árvores frutíferas e ervas medicinais que foram incorporadas ao novo paisagismo. Por fim, os pisos externos foram demolidos para criar áreas mais permeáveis.

Por onde começar
Para ter a casa pronta, o processo é bastante longo e mais complexo que podemos imaginar. Não basta simplesmente ter a ideia e fazer as coisas por conta própria. É preciso ter o acompanhamento de profissionais especializados desde o início. “O tema sustentabilidade na construção é bastante multidisciplinar e envolve vários profissionais para darem conta do projeto. Nunca é feito por uma só cabeça. Então, quem quer ter uma casa sustentável, deve levar em consideração contratar uma orientação nessa linha e buscar profissionais que já conheçam o assunto”, alerta Juliana Boer, arquiteta da Cria Arquitetura.

A arquiteta Daniela Corcuera, da Casa Consciente, explica que o projeto de uma construção sustentável deve considerar a “eficiência do projeto de edificações, otimização de espaços, redução de fluxos, acessibilidade, modulações, planejamento de retrofit, projeto de desmonte, detalhamentos e padronizações, e conforto ambiental, privilegiando as energias passivas – iluminação e ventilação natural, por exemplo”. Entretanto, Daniela atenta para o fato de que uma casa sustentável começa com a escolha do terreno, que leva em conta diversos fatores, como inserção urbana e regional, preservação de áreas intocadas, impactos sobre a vizinhança e o meio ambiente, além de ter uma boa insolação e ventilação natural.

É inevitável a comparação entre projetos de uma residência tradicional e de uma que seja sustentável. E de fato algumas mudanças são previstas e fundamentais. É o que explica Juliana. “O projeto sustentável muda um pouco a forma de trabalhar. No jeito convencional, o arquiteto faz o projeto, os engenheiros fazem projetos complementares e seguem o que o arquiteto determinou. É um caminho bem fragmentado. Quando falamos de um projeto sustentável, todos os profissionais devem se envolver desde o começo. Não é primeiro contratar um arquiteto e depois um engenheiro. Em tese vai contratar uma equipe. A forma de projetar muda, com o máximo de informações técnicas desde o início”.

Prédios criam comissões de sustentabilidade e reduzem taxas de condomínio Na fase posterior ao projeto, é necessário buscar materiais que sejam compatíveis com o propósito de uma construção sustentável. Daniela chama atenção para esse fato e propõe que os interessados façam algumas perguntas aos fornecedores: “qual a origem da matéria prima, se emite compostos orgânicos voláteis na produção e na utilização, quanta energia consome na produção e transporte, qual a durabilidade, se é fabricado sob condições de trabalho justas, que tipo de resíduo e quantidade que gera, além da destinação que recebem”. Por mais que sejam muitas as perguntas, não podem ser ignoradas. E apesar de muitos detalhes, os fornecedores brasileiros já estão mais preparados para essa demanda. “O mercado brasileiro já melhorou muito. Hoje é absurdamente mais fácil encontrar fornecedores com produtos bons, além de mais especificações de materiais e tecnologias”, complementa Juliana.

Com tantos detalhes e profissionais envolvidos, uma pergunta vem quase automaticamente: quanto a mais vou ter que pagar para ter uma casa sustentável? “Qualquer custo que agregue uma nova tecnologia tem impacto grande em uma casa menor. Quando falamos em casas de alto padrão, o custo é diluído, pois já é alguém que pagaria mais caro por materiais diferentes”, explica Juliana. A estimativa, segundo informações da arquiteta Daniela, é que uma edificação sustentável tem um custo adicional entre 5 e 10% quando comparada a uma construção convencional. “Contudo, vale lembrar que algumas soluções não representam custos adicionais se bem trabalhadas na fase de projetos”, esclarece. Já Márcia acrescenta que “o acréscimo de valores em projeto e na inserção de tecnologias incomuns em soluções padrões de mercado apresentam retornos financeiros muito atrativos”.

Mas e se eu não pretendo construir e quero fazer algumas mudanças, é possível? “Sim. Existem recursos bastante acessíveis para incorporar na própria casa, como vasos sanitários que utilizam menos água para descarga, uso de lâmpadas econômicas fluorescentes ou de led, e eletrodomésticos que gastam menos energia”, responde o arquiteto André Einsenlohr. Mas existem outras opções, como diz Daniela: “projetos que não foram inicialmente concebidos com o conceito de sustentabilidade podem lançar mão de algumas soluções posteriores. Algumas medidas simples incluem aquecedor solar de água, paisagismo local ou adaptado para reduzir o consumo de água potável, sombreamento da fachada oeste e locais para armazenagem de resíduos para reciclagem”.

O mais importante são os hábitos
tável se os moradores não têm hábitos sustentáveis. Uma residência que tem menor impacto na natureza depende exclusivamente de quem a reside e a mantém. “É importante rever os hábitos do dia-a-dia, como diminuir o tempo em que as torneiras ficam abertas, reduzir o tempo do banho, desligar e tirar da tomada aparelhos eletrônicos que não estão sendo utilizados e sempre fazer manutenção em equipamentos, como torneiras e chuveiros com vazamento”, exemplifica André.

É o que Henrique tenta passar para os filhos, não apenas na questão econômica, mas principalmente no fator de consciência. “Em casa tentamos passar para os nossos filhos, de 13 e 15 anos, que a água é uma fonte natural não permanente e pode se esgotar. Eles fazem com mais consciência, como não demorar no banho, lavar a louça sem deixar a torneira aberta, e assim por diante. Procuro passar a consciência ecológica e não a parte de economia”, conta.
Rubem, com o auxílio de sua esposa Claudine Zart e dois filhos, de quatro e oito anos, também acabaram mudando de hábitos. “Antes morávamos em um apartamento e isso exigia que ficássemos mais tempo com as luzes acesas. Isso é um hábito que mudou, e durante o dia raramente usamos luzes, em função da iluminação natural. Aprendemos a manusear os recursos hídricos da casa. São hábitos que vamos aprendendo quando vemos a casa como um organismo vivo. É preciso aprender com a casa. São muitas coisas que podemos fazer. Podem ser pequenas, mas o resultado é grande”, resume.



Esquema de uma casa sustentável
Impacto da construção civil
- Cerca de 45% do consumo de energia e uma proporção parecida de emissão de carbono mundialmente têm origem em edifícios mal-planejados ou mal-isolados termicamente (Green Building Council Brasil).
- No Brasil, o consumo de energia elétrica em edificações responde por cerca de 42% do consumo total de energia elétrica (Ministério de Minas e Energia).
- O setor urbano é responsável por 26% do consumo de toda água bruta do país e a construção civil responsável por 16% de toda a água potável (Agência Nacional de Águas).
- A construção civil consome entre a 15% a 50% de toda matéria prima extraída da natureza e até 66% da madeira.
- As edificações somam 40% do consumo mundial de energia (Conselho Mundial de Empresas pelo Desenvolvimento Sustentável).
- Os resíduos da construção civil correspondem a 50% do total de resíduos sólidos urbanos coletados.
Fonte: http://atitudesustentavel.uol.com.br/blog/2010/07/14/minha-casa-sustentavel/

Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer.. e morrem como se nunca tivessem vivido.
Dalai Lama

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